As postagens da Itália seguem a ordem dos dias, em uma única página. Assim, a mais atual está sempre por último.
Roteiro:
Milão (ida e volta)
Veneza
Roma
Toscana
Cinque Terre
A ideia
Roteiro:
Milão (ida e volta)
Veneza
Roma
Toscana
Cinque Terre
A ideia
A viagem foi mais sonhada que planejada, principalmente por mim (Gi), nas leituras, filmes, histórias... Saímos de Rio Preto no dia 31.05.12, com retorno em 17.06. O roteiro incluia ida e volta por Milão, no norte, Veneza, Roma, Toscana e Cinque Terre, com reserva para as oito primeiras noites, com oito noites para aqueles imprevistos gostosos que acontecem em viagem.
Essa tem uma peculiaridade: é a primeira vez que nosso pequeno companheiro de viagem, Rodriguinho, fica. Ele não pode mais faltar tanto tempo da aula e, em 2012, fizemos 10 anos de casamento e passamos pela cirurgia da Gi, então, nos demos uma segunda lua de mel.
1o dia (5a feira - 31.0.12) - Deslocamento.
Saímos de Rio Preto às 17h35 até Guarulhos, com embarque para Milão às 22h40m. O avião mal decolou de Rio Preto, as lágrimas de saudade já apertaram... Faz parte. Como compramos a passagem direto para Milão, pela TAM (com o André Luiz, meu primo, da CVC), despachamos as malas em Rio Preto e só retiramos em Milão. Em SP, comprei um chip para ligações internacionais.
2o dia (6a feira - 01.06.12) - MILÃO.
A viagem foi muito tranquila e desembarcamos por volta das 10h30min (horário local; em Rio Preto, já era 15h30m). O Rô conseguiu dormir melhor que eu. No aeroporto, tem trem, ônibus e táxi e, pelo cansaço, optamos pelo táxi, tabelado até o centro (90 euros). São em torno de 40 km até a cidade e a recepção no hotel foi ótima (reserva pelo hoteis.com no Four Points da Sheraton - 4* - R$ 219,00 sem café). Depois, percebemos que a estação central era a 2 quadras do hotel e tem ônibus direto...
Consegui falar com o Guinho pela internet e, após uma pequena pausa, já saímos para conhecer o cartão postal de Milão: Duomo.
Vista da janela do hotel, com contraste das arquiteturas:
Ao sairmos do hotel, o taxista nos informou que o Papa Bento XVI (aqui Benedeto) estava na cidade e havia muitas ruas fechadas, com polícia por toda a parte. Demos uma espiada e fomos para a Galeria Vittorio Emanuel, que fica ao lado do Duomo, e tem lojas de grifes, restaurantes e gelaterias, com uma beleza arquitetônica impressionante.
A famosa Duomo, com o Papa:
Ó "nóis":
Galeria Vittorio Emannuel:
A mesma galeria, vista por dentro. Paramos para comer e beber um vinho no Il Salotto, dentro da galeria:
De cara, o tagliatelli com tartufo, típico da Itália (ótimo restaurante, mas bem caro):
Depois, o primeiro gelatto, de chocolate e coco e, então, voltamos à mesma Duomo que, depois do Papa, ficou "passeável":
Vista da Piazza Duomo, de costas para a Igreja:
Na volta a pé para o hotel (40 minutos de caminhada), muitos guardas por causa do papa:
No caminho, ouvimos música e nos aproximamos. Era um telão e muitas pessoas ouvindo, já 21H00 e ainda claro:
Na volta, paramos em uma Osteria (Della Carne), a um quarteirão do hotel, para mais umas comidinhas com vinho e chegamos bem exaustos ao hotel.
3o Dia (Sábado - 02-06) - Lido/Veneza
Por causa do fuso horário (são 5 horas a mais), aliado ao cansaço da viagem e excesso de vinhos, perdemos a hora. Acordamos ao meio dia, assustados! Fizemos as malas rapidamente e fomos a pé até a Estação Central de Milão. Enquanto fiquei na fila para comprar os bilhetes no guichê, o Rô conseguiu comprá-los, de Venezia Santa Lucia em 5 minutos, nas maquininhas, por 97 euros (os dois, 1a classe). Ainda bem que as maquininhas só enroscaram com o suco... O Rô conseguiu comprar um lanche e embarcamos no trem, às 13h05min.
Estação Central de Milão:
A paisagem é linda, passando por cidades pequenas, campos de milho, trigo e videiras. Chegamos em Veneza às 15h40min, pontualmente. No trem, não tinha vagão restaurante, mas passa um carrinho com bebidas e biscoitos.
Estação Central de Milão:
A paisagem é linda, passando por cidades pequenas, campos de milho, trigo e videiras. Chegamos em Veneza às 15h40min, pontualmente. No trem, não tinha vagão restaurante, mas passa um carrinho com bebidas e biscoitos.
Chegando em Veneza, como havia lido em guias, compramos os bilhetes para o vaporetto (ônibus aquático). A parte ruim é que, como sou péssima em conta, comprei para 36 hs e vamos ficar apenas 48 hs aqui.... (35 euros p.p.)
A primeira vista de Veneza, da estação ferroviária:
Pegamos o vaporetto n. 1 até o Lido, uma bairro de Veneza, que fica em uma ilha, pois tínhamos reserva no hotel Riviera. Andamos mais de 1h de vaporetto, praticamente cortando todo o Canal Grande. Eu curti muito, mas o Rô achou cansativo pois demoramos mais de 1 hora até o hotel, que fica bem na frente da estação.
A Ponte Rialto, vista do vaporetto:
Mais um pouco de Veneza:
Palazzo Ducal, visto do Canal:
Chegando ao Lido:
Dizem que Veneza disperta sentimentos radicais, ou se ama, ou se odeia. Estou no primeiro grupo. Achei tudo lindo, bucólico. Um excelente filme é "O Turista", reflete exatamente o que estamos vendo.
No Lido, caminhamos pelo calçadão e fomos até a praia, no Mar Adriático:
Uma paradinha no Bar Maleti, na avenida do hotel, com um "antipasti" típico: prosciuto crudo com melone:
A vista da sacada do quarto (as torres à direita são da Piazza San Marco):
Voltamos ao hotel para um vinho na sacada, de onde se avista Veneza. Depois, um jantar no Ristorante Gran Viale, pertíssimo do hotel, reservado a tarde. Quando saímos, a Via (rua) principal estava fechada para carros, com bandas a cada quadra. Curtimos um roquinho e comprei a senha da internet para falar com o Guinho, mas ele está off line.... O chip do celular finalmente funcionou e consegui falar com a Dudi.
04o dia (Domingo - 03.06) - Veneza
Na noite passada, ficamos na rua até tarde, ouvindo rock ao vivo, em frente ao hotel, e fomos dormir quase às 2h, mas conseguimos acordar às 8h e, depois da “colazione” (café da manhã), pegamos o vaporetto n. 1 (segundo o Rô, “chatoreto”) em frente ao hotel Riviera até a estação Ca´d´Oro, mais próxima do nosso hotel. Literalmente, nosso! Mexendo na internet, consegui achar o Hotel Ca´Vendramin di Santa Fosca (reserva hotéis.com – pagto Visa – com café – R$ 341,00), que funciona no antigo palacete de Gabriel Vendramin. A rua se chama F. Vendramin e tem a Ponte Vendramin em frente. Pena que nosso italiano não facilite a comunicação...
No saguão do hotel Riveira, no Lido:
Deixamos as malas no hotel e fomos andar (muuuuuuito) até a Piazza San Marco, Palazo Ducal e Ponte Rialto, cartões postais de Veneza. As ruas e becos são muito confusos e é melhor ir no fluxo de turistas que olhar o mapa. Quando ouvimos o sino badalar, estávamos entrando na Piazza San Marco. Foi emocionante. Não ingressamos na Igreja porque a fila estava imensa. Aliás, aqui tem muito turista e souvenirs (máscaras e peças de vidro de Murano) ao lado de lojas de grife, como Chanel, Gucci, Hermes...
O Rô com as malas no "charotetto":
Sobre a Ponte Vendramin, em frente ao hotel (na frente, é um táxi):
A famosa Piazza, com muita gente, restaurantes e cafés com mesa na calçada e música clássica ao vivo:
Atravessando
a praça em direção ao Teatro Fenice, encontramos o ristorante Vino Vino (li em
guias e no Livro de Marlena di Blasi, 1000 dias em Veneza). Excelente atendimento. Pedimos uma entrada
típica: sardinha escabeche, polenta com uma pasta de bacalhau por cima e salmão
marinado com salada fresca, com um Amarone, vinho da região do Veneto. Para
encerrar, biscoitos venezianos típicos com creme e vinho moscatel.
O Rô fica bravo com as fotos dos pratos, mas esse é típico de Veneza, com três tipos de frutos do mar:
Em frente ao Vino Vino:
O Rô fica bravo com as fotos dos pratos, mas esse é típico de Veneza, com três tipos de frutos do mar:
Em frente ao Vino Vino:
Voltamos
a Piazza, nos perdemos em alguns becos e, depois de um cappuccino, paramos em
uma loja de vinhos e azeites. O Rô ficou babando nos Amarones, Rosso e Brunello
di Montalcino e Barolo... E também nos canivetes, selos e carimbos com a letra da família (demoramos mais de meia hora para comprar um, porque a explicação estava incluída!):
Também
com base em livros e guias, fomos tomar um drinque clássico no Harrys Bar,
perto da Piazza: bellini (suco de pêssego com proseco).
Torre do Relógio, na Piazza:
Na volta para o hotel, nos perdemos novamente e começamos a estranhar a falta de gente nos becos, até que caímos em uma principal e chegamos ao hotel. O quarto é pequeno (titio não reservou a suíte!), mas confortável, limpo e bem localizado.
Ainda
não temos as passagens para Roma e acho que vamos de trem...
Ancoradouro de Gôndolas,visto da Parada San Marco (há inúmeros):
Depois de um descanso e banho, saímos para passear. O Canal, visto da Parada Ca´D´Oro, com as gôndolas, à direita, e o vaporetto no meio (aliás, meu sonho de passear de gôndola acabou quando as vi. Com todo respeito, achamos um pouco fúnebre, aquela caixa preta de madeira...):
Uma das pontes do caminho:
Fomos jantar no La Vedova (osteria autêntica, que
fica em um beco, na rua que sai da parada Ca D´Oro - Mirella e Renzo - dica: 1000 Dias em Veneza) – restaurante pequeno,
ambiente familiar e, para “secondo piati”, tinha fígado à veneziana, lulas,
polvos e peixe, todos com polenta mole. O Rô foi no fígado e achou o melhor
prato da viagem até agora! Disseram que
Veneza não tem movimento a noite, mas andamos até o canal grande e havia
pessoas caminhando, por volta das 23h. A vista do canal a noite é linda e os
vaporettos funcionam 24 hs.
A Ponte Vendramin, à noite, vista do Hotel:
Ancoradouro de Gôndolas,visto da Parada San Marco (há inúmeros):
Depois de um descanso e banho, saímos para passear. O Canal, visto da Parada Ca´D´Oro, com as gôndolas, à direita, e o vaporetto no meio (aliás, meu sonho de passear de gôndola acabou quando as vi. Com todo respeito, achamos um pouco fúnebre, aquela caixa preta de madeira...):
Uma das pontes do caminho:
A Ponte Vendramin, à noite, vista do Hotel:
Obs:
lendo e pesquisando, havia anotado algumas dicas anotadas, que não deu tempo de fazermos, mas ficam anotadas: restaurantes: Il Mascaron (Calle larga Sta.
Maria Formosa – Gigi Vianello – frutos do mar), drinque na Locanda Montin (pequeno restaurante), Moscato no Café Florian, todas do Livro 1000 Dias em Veneza) ou na Osteria al Bacareto
(indicação Jo/Duda, beco perto da Piazza San Marco). Por
do sol no vaporetto n. 1 (embarque no Lido ou San Zaccaria, segue até a estação
de trem ou da estação de trem até o centro).
5o dia (04.06) – 2ª feira – Roma
Após
um bom café da manhã (o hotel é 4*, com produtos de qualidade, mas pouca
variedade perto da fartura do Brasil), fomos de vaporetto até a Igreja Santa
Maria de la Salute, do outro lado do Canal Grande. É linda e diferente.
Eu
havia perguntado ao Rô quem controlava os bilhetes do vaporetto porque
compramos um, na chegada, por 36 horas (35 euros por pessoa), que valida em uma
maquininha quando embarca e logo apareceu um rapaz, pedindo para ver o do Rô.
Fiquei inconformada porque só venceria às 16h de hoje, mas o rapaz disse que estava
vencido desde as 4h e tivemos que pagar uma viagem (7 euros p.p.). Da Salute,
voltamos a pé, voltando à parte mais turística pela Ponte da Accademia. Disseram que valeria a pena conhecer a Coleção Peggy Guggenheim e a Galleria dell´Accademia, com obras de arte, mas preferimos ficar pelos becos, até porque caminhar depois de marcar alguns pontos de referência fica bem melhor.
Paramos
para almoçar no Al Conte Pescaor, atrás do Campo Zulian, e comemos espaguete
com frutos do mar e, de entrada, feijão com pasta (sopa, parecida com a nossa, só que mais espessa). Ótima pedida, comprovando mais uma dica do livro 1000 Dias em Veneza.
A
chuva nos pegou na volta e, como em SP, apareceu um monte de gente vendendo
guarda chuva. Voltamos ao hotel, carregando as malas pelas pontes até o
vaporetto San Marcola, de onde fomos a estação ferroviária. Aqui, eles também aproveitam para inflacionar o preço na hora do apuro:
Adoramos
Veneza. Tem muita gente, mas a cidade tem estrutura para o turismo, com
hospedagem e restaurantes para todos os gostos e bolsos. Quase todos os restaurantes que fomos, tem cardápio enxuto, com comida típica:
frutos do mar (frito, escabeche, massa); uma pasta de bacalhau com polenta; fígado acebolado com polenta;
sopa de feijão com macarrão; massas variadas; marzipãn e
biscoitos duros, com castanhas, nozes (há vitrines lindas desses), gelato.... O tratamento é bom e, falando
devagar, a gente se virou bem, principalmente arrastando um espanhol. O Rô
aprendeu a pedir uma “bichiere” (taça de vinho) com facilidade e água natural significa sem gás.
De Veneza a Roma:
No Brasil, planejamos ir a Roma de avião, mas preferimos o trem porque o trâmite é mais fácil, as malas vão com a gente. Pegamos o trem bala, saindo de Veneza às 16h27 e chegando em Roma às 20h40 (104 euros p.p, na 1ª classe) - pela 1a vez, a chegada atrasou mais de 20 minutos! A paisagem do caminho é linda e, depois de Florença (ou Firenze), as colinas da Toscana se mostram deslumbrantes! Tem serviço de bordo e restaurante, com lanches e bebidas, além de vagão restaurante. Com os bilhetes, precisa validá-los na maquininha ao lado do trem, antes do embarque e, durante a viagem, o fiscal pede o bilhete para perfurá-lo.
A chegada a Roma, na Estação Termini, também foi muito agradável. Nem parece capital de um país tão visitado, comparado ao que conhecemos de São Paulo. Pegamos um táxi até o hotel, a uma quadra do Vaticano, que ficou em 11 euros, além de adicional pela saída da Estação (2 euros) e 1 euro por mala.
Chegando ao hotel, nos deparamos com uma porta, cheia de interfones... Uau! Havia reservado e, só então, entendi porque os donos, Antonio e Gisele, ela brasileira, haviam perguntado o horário do check in. Não tem recepção e logo chegou o Antonio, que nos apresentou o local, entregou as chaves e ficamos no Maison Vaticana, um B&B indicado no blog toindopraitalia. No apartamento, eles fizeram duas suítes independentes e a nossa tem uma antessala com sofá cama e o quarto de casal, com varanda, carpete de madeira e tudo novo e limpinho, com banheiro individual (80 euros a diária). O Antonio nos indicou a Pizzaria Amalfi, a meio quarteirão, e comi minha 1a pizza na Itália. Adorei!
Na porta do B&B Maison Vaticana (Via Ottaviano, 42, a 1,5 quarteirão do metrô e 1,5 quarteirão do Vaticano):
5o dia (05.06) – 3ª feira – Roma
Para o café da manhã do B&B, recebemos três vales com o cartão do café Rendez Vous, a meio quarteirão, incluindo um cornetti e um capuccino para cada um. O lugar é muito agradável, mas preferimos um sanduíche salgadinho (o cornetti engloba alguns tipos de pães doces, inclusive croissaint)...
Após o café, fomos até o Vaticano, que fica a dois quarteirões do hotel. Já tinha lido que havia muita gente e, mesmo assim, o fluxo de turistas assusta, pois vem em bandos! Quando vimos a fila, procuramos um guichê de informações e compramos um "pacote omni", da empresa Roma Cristina, que engloba ônibus 3 dias de open tur (aqueles de dois andares - aqui, tem inúmeras empresas e o 110 open é o que faz o maior trajeto; pode subir e descer quantas vezes quiser, em quaisquer das paradas), 3 dias de Roma Pass (acesso a ônibus e metrô, além de um museu sem fila - o bilhete não é de por na maquininha, apenas leva se o motorista pedir) e ingressos para o Vaticano (Capela São Pedro), Museu do Vaticano e Jardins do Vaticano. Não foi barato (85 euros p.p.), mas só de cortar as filas do Vaticano e do Museu, além de circular pela cidade, valeu a pena. Também tinha direito a um passeio no ônibus menor, só para Igrejas, mas não quis abusar da boa vontade do Rô...
Optamos por conhecer primeiro a Igreja de São Pedro, que impressiona pelo tamanho e quantidade de detalhes... O guia de áudio ajuda um pouco. A Igreja foi erguida no local em que, segundo a história, São Pedro foi morto. Há grupos do mundo inteiro:
A famosa Pietá:
O balaustre:
Na saída da Igreja, compramos o bilhete (mais 7 euros) para ir até a Cúpula; dá para subir um trecho de elevador e, depois, 320 degraus acentuados e em local apertado, sem ventilação e lotado. Nunca tive claustrofobia, mas assusta um pouco! Quando chega ao fim, vale o sacrifício. É a mais linda vista de Roma. De um lado, a Piazza, com o curso do Rio Tibre:
Do outro lado, os Jardins e o Museu do Vaticano:
Tudo que sobe, desce. Mais uma vista da Igreja:
Entramos na Igreja na Igreja por volta das 11horas e levamos uma hora e meia no passeio. Resolvemos pegar o ônibus turístico e descer na parada 4, ao lado do Monumento Vittorio Emannuel, pois queria ir a pé até a Fontana di Trevi e almoçar ali por perto.
Monumento a Vittorio Emanuele I:
Andamos um pouco a pé, impressionados com a beleza. A Fontana di Trevi é linda, mas tem tanta, tanta gente, que atrapalha um pouco. Paramos em uma ruela, na Osteria L´Archetto (Via Dell´Archetto, 26, a 100m do Teatro Quirino - osteria é um restaurante pequeno, tipicamente familiar), discreta e descemos ao porão. Gostamos de lugares despretenciosos. Comemos flor de zuchini e dividimos o 1o plati - espaguete carbonara (com ovos, pancetta e pimenta, tipicamente romano) - e o 2o plati - fileto com alcachofra. Limoncelo e "prego" (pronto!). Com o calor (está fazendo em torno de 35 graus), comida e vinho, é difícil continuar o passeio.
Retomamos o ônibus turístico e terminamos o roteiro, sem outras paradas, até a n. 1, de volta a Piazza e curta caminhada até o hotel para um descanso.
Essa gelateria fica ao lado dos muros do Vaticano, à esquerda da praça Risorgimento (de costas para o Vaticano), e, como sempre tinha fila, resolvemos experimentar. Muito bom:
Aqui, está escurecendo mais de nove da noite e, pela tranquilidade (alertaram que há pequenos furtos, mas sem violência), e forte policiamento perto do Vaticano, voltamos caminhando até o hotel, passando por uma lojinha e pelo Palácio da Justiça.
6o dia (06.06) – 4ª feira – Roma
Após o café, fomos ao ponto de encontro da Roma Cristina, para o passeio ao Museu, às 10h. O passeio é lindo. Como o museu é muito grande, optamos pela parte com obras egípicias (tem até múmia) e a imperdível Capela Sistina, que compensa toda a dor no pescoço de ficar babando, mas não pode fotografar no interior. A história da Bíblia contada no teto, nas laterais e o Juízo Final à frente. É preciso estar vestida adequadamente para ingressar nas Igrejas (sem roupas curtas ou alcinhas).
Na Piazza del Risorgimento, que fica entre o Vaticano e nosso B&B, pegamos o trem n. 19, até a estação Flamínia, para conhecer a Piazza Del Papollo. No caminho, paramos para almoçar em uma Osteria autêntica, com cardápio do dia em uma lousinha. Mais massa: rigattone com melanzone (berinjela), pomodoro e ricota; o Rô foi de polpeta. É mais fácil colocar a culpa só no calor....
Uma passadela na Piazza, que também é linda, pegamos a Via de Corso, avenida movimentada, com lindas lojas e cafés nas travessas. Paramos no Gusto para um capuccino, reunindo forças para continuar até o hotel.
A noite, o Rô queria comer carne e o Antonio nos indicou o La Isola de la Pizza (na primeira rua a esquerda), mas estava fechado. Fomos caminhando até achar o Al Balestrari (tem três na cidade e fomos no que fica a um quarteirão do B&B, na Piazza dell Unitá, 27) - cardápio romano típico, com pastas, pizzas (a melhor que comi até agora), "cada" (rabada - o Rô aprovou), saltimboca a romana....
7o dia (07.06) – 5ª feira – Roma
Como só consegui vaga na Maison Vaticana por três dias, precisamos mudar de hotel hoje e fomos para outra região, entre o Coliseu e a Piazza San Giovanni in Laterano, no Largo Amba Arabam, n. 3. Fomos de táxi e, chegando, outra surpresa: cadê o hotel? A surpresa foi boa porque fica no Largo, logo depois que passa a Via dei Valeri, n. 3. É outro B&B, que encontrei em sites, e fomos surpreendidos pela recepção. O Nills fala espanhol e, rapidamente, nos indicou os principais passeios e as linhas de ônibus próximas. O quarto é muito bom, novo, limpo, com banheiro da mesma forma, tudo piso frio, com varanda e internet livre.
Como fomos reservar o carro para pegarmos sábado, demoramos um pouco e o Nills nos indicou um restaurante pequeno, com mesas na calçada e comida simples (cardápio na parede) e boa, caminhando em direção ao Coliseu: Luzzi, na via Celimontana. Antipasto de legumes grelhados e o Rô foi de arrosti (lagarto fatiado com molho). Eu não resisti e encarei mais um espaguete a carbonara - preciso comparar sabores, com macedônia (salada de frutas) de sobremesa. Está tão quente que, hoje, trocamos o vinho por cerveja Nastro Azzuro.
Seguimos a pé ao Coliseu e ter Roma Pass nessa hora é incrível: passamos do lado da fila e entramos em estilo VIP. O Coliseu também impressiona, pela imponência e pela história viva.
Saindo do Coliseu, passamos pelo Arco de Constantino e entramos no Palatino e Foro Romano, com o mesmo Roma Pass. As ruínas arqueológicas surpreendem, mas avistar a placa de "uscita" (saída) é confortante.... Um cafezinho e retorno ao hotel.
A noite, queria ir ao bairro Trastevere, que tem fama de ser animado, com muitos restaurantes e bares. Iríamos de ônibus (linha 81), só que o trânsito estava parado e resolvemos ir a uma Osteria que o Nills do B&B nos indicou. Viramos o lado, voltando para a Piazza de San Giovanni de Luterano e, que surpresa: estava passando a procissão de Corpus Christi, com inúmeros padres, freiras e pessoas carregando velas e cantando músicas sacras, de ordens variadas (não sabia que havia tantas) e a procissão seguiu pela avenida, até os olhos perderem a vista. No final, eis que vem o Papa Bento XVI, no papa móvel.
É, viemos a Roma e vimos o Papa, a 200 metros de distância, sem barreira visual e sem filas!!!! Independente da religião, é emocionante ver uma ordem religiosa com tantos fiéis.
Seguimos até a Hosteria indicada pelo Nills, do B&B, I Buono Amici (de costas para a Igreja, desce um quarteirão e vira a direita). Lugar simples, lotado de italianos, com comida impecável e cardápio romano variado, com massas, frutos do mar e carne. Hoje, provamos o primeiro risoto italiano, de frutos do mar. Nem precisa descrever. Depois, peixe e frutos do mar grelhados (grelata mista), que são relativamente comuns em Roma.
Amanhã, insiro as fotos.....
8o dia (08.06) – 6ª feira – Roma
Após o café no B&B (bem básico, com pães, torta, geléia, frios, suco e café), pegamos o ônibus 81, descemos no Largo Argentino e fomos ao Campo di Fiori, onde todos os dias, das 7 às 15h, tem feira livre. A qualidade das frutas e legumes, além dos queijos, azeites, pastas de trufas, fez valer o passeio.
Seguimos a pé até o Pantheon, outra preciosidade, construída antes de Cristo.
Daí, seguimos para a Piazza di Spagna, aos pés da Igreja Trinitá de Monti, com longa escadaria. Nos arredores, muitas lojas de grifes e restaurantes, um pouco mais caros que a média dos outros lugares. Na verdade, eu não estudei bem o mapa porque deveríamos ter feito o Pantheon e a Piazza di Spagna quando fomos até a Piazza del Papolo, pela proximidade.... Estudar o roteiro antes da viagem ajuda andar um pouco menos, principalmente sob um sol escaldante!
Paramos para almoçar no Antiga Enoteca (Via della Croce, 76b), que parece uma taverna, bem agradável e fresco. Um bom gelatto e pernas....
A noite, resolvemos voltar no I Buono Amici, perto do B&B, pela qualidade da comida, pois o Rô queria carne e eu também comi o saltimboca a la romana (prato típico, com carne, presunto cru e sálvia). Valeu a pena!
Pegamos o ônibus 117 até o Coliseu que, iluminado, ganha outra beleza! Há muitos bares por perto, bem movimentado.
Adoramos Roma. Parece que caminhamos em meio a um cenário de filme o tempo todo. Quanto à hospedagem, ambas foram boas e preferimos, pela localização e acesso, o B&B Maison Vaticana, pois os ônibus são um pouco cheios e, embora o táxi não seja caro, é difícil conseguir um.. Organizando os passeios, três dias livres em Roma são suficientes.
9o dia (09.06) – Sábado – San Casciano dei Bagni (Orvieto)
Fomos pegar o carro reservado na Europcar, um Fiat 500. Na Estação Termini, há várias locadoras de "máquinas". Voltamos ao hotel, pegamos as malas (que, como nós, estão crescendo....) e rumamos para a Toscana. Saímos pelo sul de Roma, tranquilamente, passando pelo bairro EUR, bem moderno.
Pegamos a A1, autoestrada, com pedágio (não tem atendente, só máquina).
Um tempo depois, a paisagem começa a mudar, aparecendo lindos campos, com vilarejos nas colinas.
Fomos até Orvieto, cidade medieval da Úmbria, que fica no alto de uma colina. Lindíssima!!! Há opções de hospedagem, restaurantes e cafés, além de lojas de vinhos, "salumes, formaggio", tartufo e porcelanas.
Conhecemos a Igreja central, com afrescos de Lucca Signorelli, famoso artista italiano.
Seguindo viagem, paramos em San Casciano dei Bagni, um vilarejo no sul da Toscana. Como já era quase 17h, paramos no Bar Central para perguntar sobre alojamento e começou a paixão. Maurício nos atendeu com sorriso no rosto e nos levou até o Albergo (hotel) Sette Querci. Só perguntei o preço e nem vi o quarto. Quando abrimos a porta, uau!!! Toscana pura, com direito a por do sol vendo as colinas. Depois, conversando (na medida do possível, pois aqui são italianos mesmos e precisamos aprender mais...), descobrimos que Maurício e Daniela tem o Albergo, o bar central, a Forneria e o restaurante Daniela, que nos surpreenderam pela qualidade e produtos toscanos: vinhos, pecorino, salume, legumes, carnes de caça, massas.. Depois, gelatti, panacota, tiramissu, vin santo....
10o dia (10.06) – Domenica – San Casciano dei Bagni (Montepulciano e Pienza)
Conhecendo San Casciano, desistimos de partir. Como diz o Rô, acabou a gincana (muitos lugares, em pouco tempo!). As estradas são mais especiais que mostram os filmes. Estreitas, curvas, ciprestres, carvalhos, pinheiros, campos de trigo, lavandas espalhadas, campos de fenos com rolos, aqueles sobrados de pedra espalhados no caminho!
Seguindo a sugestão do Maurício, deixamos Montalcino para a próxima e fomos para Montepulciano, passando por Sarteano, onde estava tendo um rally de carros antigos. O Rô ficou louco com um Lancia WRC integrale, mito nas provas de velocidade da década de 80, além das motos por toda parte.
A estrada segue por Chinciano Terme, até Montepulciano. Vale toda a subida íngreme até a piazza Central, com muitas lojas de produtos típicos (vinhos Rosso e Nobile de Montepulciano, queijos e salames), bares, cafés e restaurantes. A cidade é pitoresca e tem alguns hotéis e B&Bs.
Prosseguimos a Pienza, pequena e muito medieval, cheia de motos...
A volta sempre parece mais rápida. As distâncias são curtas, mas há muitas curvas e precisa ir devagar.
A noite, voltamos para jantar no Ristorante Daniela, despedindo-nos de nossos amigos Daniela e Salvatore, seu marido e chef, e Maurício, com sua Mama sempre presente. Orgulhosamente, eles mostraram a ed. de fev/12 da revista Savour, elencando-os como melhor restaurante italiano!
11o dia (11.06) – 2a feira – Villa a Sesta (Cortona)
As paisagens do sul da Toscana são impressionantes, as estradas mais vazias, com muitas curvas, cortando bosques e campos de trigo, feno, oliveiras. No alto, construções de pedra, alguns vilarejos no alto. Saímos sentido Siena, cruzando a A1 para Ponticelli, Chiusi, Moiano, Castiglione del Lago e, finalmente, Cortona.
Na saída de San Casciano (bem em frente, o Ristorante Daniela e, à esquerda, no neon vermelho, o Bar Central:
Cortona fica bem no alto, toda murada. O centro histórico é muito medieval e paramos na Piazza Signorini para almoçar. Chegada a Cortona:
Na Piazza:
No centro:
Na Catedral:
A vista de Cortona:
Saindo do centro (leia-se da parte murada), procuramos hotel, mas queria conhecer a famosa Bramasole. Que decepção! Segundo o Rô, só eu acreditava que era como no filme. A casa fica na beira da estrada e, sem indicação do garçom do restaurante, seria difícil encontrá-la; ele disse que o cenário do filme não está aberto para visita, nem a Bramasole... San Casciano dei Bagni deixa Bramasole e Cortona para trás...
Desistimos de ficar em Cortona e seguimos para Siena, com desvio a Villa a Sesta, uma vila mesmo, com poucas casas e um B&B agradabilíssimo, Villa de Sotto, com enoteca e restaurante, no meio de vinícolas e oliveiras, embora o quarto seja simples (75 euros, com colazione).
A vista do quarto:
Nas redondezas do B&B, que tem até piscina:
Conhecendo a Villa a Sesta:
Vistas e mais vistas:
As uvas estão começando:
Villa a Sesta, vista dos vinhedos. Do lado direito, na parte da frente, é o B&B (que tem quartos e apartamentos):
Um arco iris, para fechar o dia:
A famosa bisteca fiorentina (aqui na Toscana, diferente de Roma, há carne nos cardápios, inclusive carne de caça), com alecrim, além das massas:
12o dia (12.06) – 3a feira – Villa a Sesta (San Felice - Siena - San Gusmé)
De Villa de Sotto a Siena, são em torno de 20km de curvas, na região do Chianti, entre vinhedos e oliveiras. Fomos com muita calma, com nosso pequeno Fiat 500, passando por San Felice (que tem um hotel relais), Castelo Bossi, Pianela e Siena.
Aproximando do centro histórico, há várias placas indicando P (Parking - estacionamento) e foi difícil conseguir uma vaga. Estávamos esperando e um alemão simplesmente entrou no lugar que acabara de vagar, ultrapassando-nos. Desci do carro, expliquei que estávamos "wainting", mas ele deu aqueles resmungos inintelegíveis. Eu já tinha afinado, mas o Rô fechou a cara, parou o cinquecento atrás do corolão e o alemão resolveu dar ré. Ainda bem, senão ia ter que ouvir o "ai se eu te pego", do Michel Teló, que toca direto nas rádios daqui!!
Siena é uma cidade medieval muito preservada, linda, com vários pontos de interessse. Fomos procurando a Piazza del Campo e, depois, o Duomo. No caminho, vimos umas lojinhas legais, com salames e queijos e resolvemos entrar - Antica Pizzicheria al Palazzo della Ghigiana, na Via di Cittá, 94/95. Que surpresa boa. Eles preparam uma porção que se come no balcão, sem formalidade, com vinho. Ótima refeição.
Voltamos a Villa a Sesta pelo caminho "de baixo", passando por Taverne d´Arbia, Monteaperti e San Gusmé, um vilarejo medieval murado, com restaurante premiado. Aliás, em Villa a Sesta, além do restaurante do B&B, tem o Bottega del 30, também premiado na Itália, mas fecha às 3as e 4as. Hoje, conhecemos a Paola, a dona, e sua filha Giulia, que moram em Siena e ela vem cozinhar nos dias de folga do chef Josep - não dá para definir quem cozinha melhor! Como está escurecendo depois das 21:30, o dia fica maior para provar a diversidade de vinhos.
12o dia (13.06) – 4a feira – San Gimignano (Castelo di Brolio - Badia a Coltibuoni - Radda in Chianti - Panzano in Chianti - Castelina in Chianti - Poggibonsi - San Gimignano)
A rota do Chianti é linda, com morros mais escarpados que no sul, com trechos de vinhedos e oliveiras e outros trechos com bosque, bem fechado. O asfalto é bom, com pista estreita e cheia de curvas, passando por vilarejos. Pelo caminho, há inúmeras vinícolas, com desgustação...
Nosso Fiat 500, na frente do B&B (nosso quarto - camera - era a do 2o andar, de janela aberta):
Um pouco da estrada:
A Badia de Coltibuoni (boa colheita), com restaurantes e B&B:
Vista do outro lado:
Em torno do restaurante, as roseiras formam trepadeiras:
Caminho para Radda:
Em Radda, paramos em uma maceleria, bem na entrada da cidade, com várias comidinhas prontas, como berinjela, pimentões, tomates recheados, saladas... A cidade é bem tranquila, com restaurantes, hoteis, lojas de roupas, bolsas de couro e artesanato.
Piazza de Radda:
Resolvemos arriscar uma esticadinha até Panzano, onde fica a Antica Macellaria Cechini, de Dario Cechini. Foi surpreendente. É o cara! Ele fica atrás do balcão do açougue, atendendo, com amplo sorriso no rosto e rock "torando"; tem uma mesa com pão e vários tipos de petiscos a vontade. Perguntei para uma moça se havia lugar para comer e uma porta oculta se abriu: subindo a escada, uma sala e uma varanda, com quatro mesas longas. Gente de todo o mundo divide a mesa, com garrafa de vinho e água. O cardápio do almoço tem duas opções, com carne, a 10 e 20 euros. Funciona todos os dias, das 9 às 14. Para comer a bisteca fiorentina, precisa reservar ou vir a noite. No final, uma grapa (pinga de vinho).
Com Dario:
Em frente ao restaurante:
Rumamos a San Gimignano (tombada patrimônio da Unesco) e, como já era quase 17 horas e achamos o hotel L´Antico Pozzo bem no centro da cidade murada, resolvemos ficar por aqui.... A fama de melhor sorvete da Itália já foi comprovada!
Piazza del Duomo, com uma das várias torres que cercam a cidade:
Piazza del Pozzo:
Saímos para jantar e optamos pelo Ristorante Doradò (demos sorte, mas dizem que é melhor reservar) e conhecemos um casal de brasileiros, Jeferson e Denise, de Brasília. Gastronomia toscana sofisticada e, para encerrar, um vin santo para mim e limoncelo para o Rô:
A cidade a noite é mais movimentada que outras menores e ainda deu tempo para um gelatto. Confesso que deu frio na barriga andar na cidade depois que não havia mais quase ninguém - parece que volta à época medieval. O barulho de um gato faz arrepiar!
14o dia (14.06) – 5a feira – Firenze
O café da manhã do hotel foi o melhor até agora. Como ficamos na maioria em B&B e hoteis menores, no café tem apenas suco artificial, café, leite, pão, manteiga (burro), croissant, bolos, tortar e geléias para todo gosto; raramente vem um queijinho e frios...
As muralhas que cercam San Gimignano:
Saindo do estacionamento (há um gratuito e vários pagos por hora):
Fomos direto para Firenze (ou Florença, como falamos no Brasil) e queríamos ir pela estrada secundária, mas acabamos pegando a auto estrada. As distâncias na Toscana são curtas, só que precisa ir com calma e não rende muito.
Fomos entrando na cidade e, depois de uma ampla avenida, paramos na Piazza Michelangelo, onde tem uma réplica do David de Michelangelo, cujo original está na Galleria da Academia, no centro. A vista da cidade é linda, com o rio Arno.
A vista da cidade, com o Duomo e a Ponte Vecchio:
Procurando hotel, entramos nas proximidades da Igreja de Santa Croce, na avenida que beira o rio Arno e há muitos hoteis. Entrei em alguns e optamos pelo Hotel Rittz, baqueadão por fora, mas o quarto 45 foi ótimo, bem amplo e reformado recentemente por 100 euros com café. Gostamos da localização, pela proximidade dos locais interessantes e tranquilidade de andar a pé. Vimos outros hoteis que parecem legais bem perto, como Hotel Privilege e Arizona.
Em Firenze e em outras cidades históricas, andar de carro pelo centro é praticamente proibido e os estacionamentos são indicados, com pagamento "self service" nas maquininhas, mas, para dormir, compensava pagar os salgados 25 euros do estacionamento porque, na rua, ficaria mais caro...
Almoçamos no Baldovino, atrás da Igreja Santa Croce, pizzaria e trattoria muito agradável.
Seguimos a pé até o Duomo e vi propaganda de um concerto... Procuramos o teatro e comprei o ingresso. Passamos pela Ponte Vecchio e andamos pelo centro, mas não deu tempo (nem pique) de entrar em museus ou igrejas.
Fiquei feliz pela oportunidade de assistir a um concerto na Itália, berço de tanta arte! O Rô me esperou na saída e seguimos para a Trattoria Cibrèo, perto da Sinagoga (tem o restaurante, o café e a Trattoria). Daí uns 10 minutos, alguns músicos, a regente (novíssima) e o pianista encheram a Trattoria (mais simples e mais barata que o restaurante, com cardápio muito toscano).
15o dia (15.06) – 6a feira – Maralone/Cinque Terre (Pisa)
Firenze bem que comportaria mais um dia... Com a explicação do senhor do hotel, foi bem tranquilo sair da cidade e pegar a rodovia para Pisa. Viemos pela secundária até um ponto e, depois, pela auto estrada.
Paramos em Pisa para conhecer a famosa Torre inclinada e o carro precisou ficar longe por causa das restrições. A torre é linda e a "torteza" impressiona, mas é menor do que imaginava. O conjunto formado pelo Duomo é "belo", como eles dizem aqui. Subir os 380 degraus no sol do meio dia, após uma fila para ingressos e outra para entrar, ficou para a próxima...
Praça em Pisa:
A famosa:
O conjunto arquitetônico é lindo:
Na piazza, há varios cafés e restaurantes e rumamos para a Osteria I Miei Sapori (Via Ugo della Faggiola, 20), bem perto da Torre, na rua que segue por trás do museu, com cardápio variado, incluindo massas, carnes especiais (Mucco Pisana, Limosin Pisana, Chianina e caça) e frutos do mar.
O Rio Arno também passa por Pisa, que ficaria mais agradável com árvores... A cidade pareceu bem árida.
Seguimos sentido La Spezia, com destino a Cinque Terre, sem hotel reservado. Portovenere fica um pouco antes e é grande, mas queria ficar em um dos vilarejos (são cinco, nas montanhas que beiram o Mar da Ligúria). Desviando um pouquinho, fica Lucca, cidade medieval com ótima fama, mas preferimos ir direto.
Perto de Carrrara, as montanhas com picos exibindo mármore e vilarejos incrustados nas encostas:
As curvas do penhasco são lindas, exibindo o mar e as montanhas com plantações, inclusive uvas.
Riomaggiore é o primeiro vilarejo, com ponto de informações turísticas, mas, em todos, o carro fica no alto e, para descer, todo santo ajuda....
Estava lotado de gringos e rumamos para o próximo, Manarole, bem mais sossegado. Logo depois da Igreja, entramos no Hotel C´D´Andrean e tinha vaga. O carro só pode entrar para descer as malas e, depois, precisa voltar às alturas e procurar uma vaga. O Rô andou uns 2km a pé de volta ao hotel....
Nosso hotel é confortável, com quarto amplo (n. 7), sacada, mas não tem vista para o mar. Há outras opções de hospedagem na vila, como Hotel Marina Piccola, alguns B&B.
Há quatro restaurantes, todos cheios, com cardápios repletos de frutos do mar e anchova, peixe típico da região. Eles gostam muito de mexilhão, só fervido. Comemos uma grelhada mista no Marina Piccola, com vista para o mar, e ficou escuro depois das 22h30!
Fomos subindo despretenciosamente a ladeira para o hotel quando ouvimos música em uma cantina e entramos. Parecia uma taberna, com música ao vivo, com violão, baixo e gaita. Sentamos e, a cada hora, o bar enchia de gente. Saímos depois da meia noite e havia gente do lado de fora, bebendo, quando ouvimos uma gritaria à moda italiana e uma senhora abriu a sacada e despejou um balde de água nas pessoas que estavam fora do bar. Muito italiano!
16o dia (16.06) – Sábado – Maralone/Cinque Terre (Vernazza e Monterosso)
O Parque Nacional de Cinque Terrre é formado por cinco vilarejos: Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso que, segundo o Rô, são iguais, mas cada um tem sua particularidade. São aldeias de pescadores encravadas nas encostas das montanhas, que cultivam uva e produzem um excelente vinho branco. O acesso de carro é por estradas estreitas e curvas e, além disso, precisa estacionar nas encostas e descer (e subir) a pé. Por isso, o passeio mais fácil é de barco ou de trem, que passam toda hora, mas não param em Corniglia.
Riomaggiore, a primeira (do sul para o Norte), é mais cheia de turista. Manarola me pareceu mais bucólica e tranquila (dá para ouvir uma quantidade incrível de pássaros). Vernazza sofreu um aluvião em outubro/11 e está em fase de reconstrução. Monterosso tem balneário com praia (no lugar de areia, é pedra e a água é muito fria), vários hotéis e restaurantes.
Almoçamos muito bem no ristorante Ciak, na Piazza don Minzoni, em Monterosso (depois do porto, entrando na cidade, em frente à Igreja), com ótimo espaguete a Ciak. Há algumas lojas de artesanato, cafés e gelaterias.
Descendo no balneário, tem a parte pública e a privada e, como não tínhamos material de praia, pagamos 10 euros por um guarda sol e duas cadeiras.









