quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

29o dia - Até a próxima!!!!


28º dia – 18.01.12 - Em casa!

Do Aparecidão (em Aparecida de Goiás) até Rio Preto, pista boa, viagem tranquila, sendo dupla até Prata-MG, depois simples. Chegando em Rio Preto, pegamos um pouco de congestionamento porque a BR está sendo recapeada.
É bom sair, rodar e muito bom chegar em casa! Especialmente com a família esperando e arroz, feijão e bife na mesa!
Mais uma boa experiência. Confesso que, quando o Edson e a Eliane apresentaram o blog, achei que não daria conta, porque, quando viajamos juntos em julho, às vezes chegávamos cansados e o Edson pegava o note e ia blogar (www.penaestradariopreto.blogspot.com).
Dessa vez, pude entender as razões. O que pareceu inicialmente uma ferramenta para  relato da viagem para nós mesmos e para nosso filho no futuro acabou se tornando um meio de compartilhar uma boa parte da viagem com várias pessoas queridas. Eu admito: foi muito legal saber que várias pessoas viajaram conosco e adorei ler os comentários!! Peço desculpas se me empolguei e acabei excedendo nas fotos e nos textos (gente, eu trabalho escrevendo!). Minha intenção foi transmitir um pouco de nossa vivência.
Quem nos conhece um pouquinho, sabe que adoramos conhecer novos lugares, novos costumes, novas pessoas (e novas comidas – a censura do Capitão tolheu as últimas informações a respeito....).
Viajamos por várias partes e, ainda que tenha custado um caminhão, fico muito feliz pelo Rodrigo ter não só perdido o preconceito das estradas do Brasil, como ter se encantado com as maravilhas do nosso país, com uma diversidade impressionante.

Nessa viagem, meu maior medo era atravessar o Maranhão porque algumas estradas tem fama de perigosas. A cautela de viajar só de dia, pedindo proteção de Deus e conversando com os caminhoneiros ao longo das estradas, foi ajudando a tranquilizar. As pessoas no MA são dotadas de uma simplicidade ímpar, felizes em viver nas redes se alimentando de frutos oferecidos pela natureza, como banana, manga, buriti, galinha e capote (d´angola), tudo com muita farinha – sempre! Parece que a gente volta no tempo. No sul, são um pouco ariscos...

No Piauí, admito que fiquei surpresa com tanta estrada boa, gente extremamente acolhedora. A placa indicando a divisa do MA com o PI não é meramente indicativa. De cara, as casas aumentam de tamanho e o tipo de construção (alvenaria, rebocada, cobertura de telhas) muda. A cada informação, uma resposta com sorriso no rosto. Não sabia quase nada sobre o Estado e quebrei a cara. Merece outra viagem para conhecer a Serra da Capivara e a Serra das Confusões.

Na Bahia, a passagem foi bem rápida, pela região do Agronegócio em expansão (Barreiras e Luis Eduardo Magalhães). Fomos muito bem tratados.

No Goiás, as estradas são boas e tem muita coisa bonita para conhecer. Na volta, não quero deixar que o furto da bike do Guinho estrague nossa imagem do Goiás porque, como ouvimos em várias partes do Brasil, com tristeza, a “pedra maldita” está por toda parte e acaba levando a esses furtos... Às margens da rodovia, barraquinhas vendendo frutas, pamonhas, inclusive de sal e o empadão goiano (parece uma torta de frango).

Por Minas, também passamos rapidamente, com tempo, é claro, para um bom pão de queijo com café. 
A chegada ao Estado de SP faz sentir em casa, apesar das estradas ainda deixarem a desejar e o movimento aumentar bruscamente. 

Sempre vale a pena!!! Obrigada aos que tiveram paciência de ler tantas divagações (principalmente nos dias em que escrevi bebericando....).  Ainda temos um tempinho para desfazer as malas e preparar outras, para uma "expedição" mais light. Vamos fazer nosso primeiro cruzeiro, de Santos a Salvador. A parte "selva" fica pelo frio na barriga, causado pelo recente naufrágio do cruzeiro na Itália....

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

25o, 26o, 27o e 28o - Deslocamento selva!!

15.01-12 – Deslocamento
Saímos de Teresina com destino à Serra da Capivara. Na saída da acolhedora capital, um letreiro escrito “É viajar e deixar saudade”. Como a cidade é planejada e saímos no domingo, foi simples pegar a estrada.
No Piauí em geral, há poucas placas nas rodovias. Seguimos pela BR 116 até Elesbão Veloso, cortando a cidade (ai, quantos fios!! - o Rô disse que somos o lado negro da força, pois passamos e deixamos alguns no escuro...), para seguir a Francinópolis. Também atravessamos a cidade, sentido Varzea Grande. A marcha lenta do "minhão" enroscou e ficou acelerado (o Rô gosta dessas coisas, pois com a moto foi uma história parecida!). A preocupação -e as orações- aumentaram quando pegamos um trecho de Serra, até Oeiras, primeira cidae grande e primeira capital do PI. Graças a Deus, no primeiro posto, o mecânico Luis estava saindo para almoçar; entrou embaixo do "minhão" e, em 10 minutos, por R$ 10,00, tudo resolvido!
Isso é pista dupla:





Paramos para o ufa e desanimamos de seguir para a Capivara pelas informações de que a estrava  estava muito esburacada e seria necessário ir e voltar até Oeiras. Além disso, vai dando uma vontadinha de voltar para casa....
Já havíamos desistido de voltar de avião e, satisfeitos dos passeios, aprumamos o rumo e seguimos para Floriano, na divisa com o MA, fazendo um tour pelo PI. Estrada boa até Itaueira, exigindo atenção porque tem muitos animais soltos e é meio deserta. Paramos no Posto Karen, bem na entrada para Rio Grande do Piauí, por causa do horário, tendo como vizinhos vacas, cabras e galinhas. Disseram que, no dia anterior, um caminhão parecido, da Alemanha, com um casal de alemães, passou o dia e dormiu lá. Mais tarde, pararam outros caminhões, duas camionetes e até ônibus de turismo para dormir.

Do lado do Guinho, um cabritinho que queria bolachas:


Posto Karen, completando a caixa d´água (sem ponto de energia. Ainda bem que a bateria está funcionando):




16.01-12 – Mais deslocamento

Saímos do posto com o odômetro marcando 431.061. De Itaueira a Canto do Buriti, são 60 km. Haviam falado que pulava um pouco. Foram bondosos. Metade da estrada está recapeada, só que é estreita, sem acostamento e sem faixas. Depois, começou um “dakarzão”, como diz o Guinho, um rally na terra e trechos de buracos com algum asfalto.
Não esqueçam que é pista dupla:

Pelo calor, vamos de vidro aberto e só faltava a Gi levar picada de abelha, pois os meninos já tinham levado, na costela. A minha foi no pé...

Passamos por Cristiano Castro e chegamos a Bom Jesus e, nas duas cidades, há vários hotéis. Até Monte Alegre, do lado direito fomos avistando a Serra de Uruçu e diversos leitos de rio completamente secos, apesar da vegetação bem verde.  Chegamos a Correntes, última cidade boa do sul do PI, por volta das 16h30min e resolvemos seguir a Barreiras, onde ficamos em 2011. O asfalto não tem muitos buracos (mas quando tem....), mas é irregular e a pista é bem estreita, sem acostamento. Ao cruzar com outro caminhão, cada um puxava um pouquinho para o lado! 



Indicaram um posto BR bom em Barreiras, mas tinha que passar pela Polícia e ficamos "caolho". O Rô tentou trocar fuzível, lâmpada, mas não teve jeito e, para não levar outra multa, pegamos um hotelzinho, bem na entrada da cidade (Solar das Mangueiras).


17.01-12 – Gente, fomos longe!
Para sairmos em ordem, paramos no Posto BR, que tem um complexo de mecânica, elétrica e vários serviços para os "irmãos da estrada". Esperamos o eletricista por quase uma hora e, enquanto isso, soldamos o escapamento, que havia trincado com a vibração do off road (eu não tinha percebido porque estava chegando no fim do dia com zumbido no ouvido!). O eletricista mexeu, mexeu e tirou fios do lugar, não resolvendo a "caolhice". Os dois faróis são 0Km e a energia estava chegando. Sem explicações nem soluções, estrada novamente.
Asfalto bom, com lindas fazendas de soja, gado e algodão, principalmente na região de Luis Eduardo Magalhães-BA até Posses-GO, lembrando as paisagens do norte do Paraná. Posto Shell enorme bem na divisa da BA com GO e entramos no nordeste do Goiás.
A paisagem continuou surpreendendo, com serras e asfalto bom, sem tanto movimento, salvo nos trechos urbanos.  Paramos no vilarejo de Santa Maria, no posto, pois vamos pedindo informações para caminhoneiros bem antes e todos informaram que era bem tranquilo. Refrescou bastante e choveu quase a noite toda (é bom que refresca, mas como perdemos a clarabóia do banheiro no início da viagem, as toalhas ficaram molhadas!!!).



18.01-12 – No Goiás
Logo de manhã, surpresa ruim: furtaram a bike do Guinho. Ficamos tristes porque, em quase 30 dias de viagem, deixamos ambas do lado de fora (o suporte não funcionou), sempre conversando com frentistas e segurança (só paramos em postos 24hs) e não tivemos qualquer problema. Não imaginávamos que isso pudesse ocorrer em um vilarejo, tão perto de casa, mas paciência. O Rô procurou a PM, o cabo Caveira falou que daria um "prestenção no malaco" e esperamos por cerca de 1h, sem novidades. O Guinho chorou e, mais uma vez nos surpreendendo, aceitou bem a situação (claro, condicionada à reposição).
A paisagem da manhã foi linda, com trechos de Serra cobertos de neblina.  


Em Formosa, começa a pista dupla, que vai até Prata-MG. Passamos por Brasília (rodoanel), trecho demorado pelo movimento e um pouco de chuva.  Cortamos Goiânia e paramos em Aparecida de Goiânia, pois conhecíamos o posto Aparecidão, com muita estrutura para caminhoneiros. Chamou nossa atenção o número de acidentes no trecho de pista dupla, pois praticamente não vimos no restante da viagem.
Pouco menos de 100km, o Rô sentiu cheiro de diesel e percebeu que o filtro do combustível havia se soltado (outra consequência das chacoalheiras). Apertou os parafusos e, no Aparecidão, o mecânico fez a troca. Novo de novo!!


Família: não se assustem. Caminhão é assim mesmo e, graças a Deus, sempre encontramos alguém apto a resolver. Nosso Mercedinho mecânico é valente, pois um caminhão eletrônico teria nos deixado na mão.

Nessas paradas, temos oportunidade de conhecer um pouco dessa vida dos estradeiros, que cortam nosso Brasil, levando e trazendo riquezas e histórias, demonstrando companheirismo e empolgação nas paradas para um banho rápido ou para preparar o "rancho" (eles cozinham até feijão!). Por ser janeiro, vários viajam com mulheres e filhos.

Nós, "fiótes", no meio dos "irmãos":


O Mack (do Carros) querendo dormir:



O Capitão preparando a última bóia a bordo (o "trambolhão" - ventilador emprestado da Giseli e do Renato, sobre a pia, adesivado sem prévia autorização):



Nosso pequeno companheiro, mandando um miojinho. A mesa ficou a maior parte da viagem abaixada, para aumentar o espaço útil (aqui, o moden da Claro funciona bem).


Depois da janta, interação com as crianças, nas rodas de um "jacarezão":



Amanhã, se Deus quiser, chegaremos em casa!



sábado, 14 de janeiro de 2012

24o dia - Teresina

24o dia - 14.01.12 - Teresina

Como não conhecíamos a capital e o próximo trecho até a Serra da Capivara (que incluímos no roteiro) é longo, resolvemos ficar mais um dia.
Fomos conhecer o encontro dos rios Poty e Parnaíba, bem marcado. O primeiro tem água verde esmeralda e o segundo, barrento. Tem um restaurante flutuante, mas os cheiros não nos agradaram muito....


No caminho, passamos por várias lojas de cerâmica e, na entrada do Parque, há uma escultura do Cabeça de Cuia. Segundo o Rô, há vários relatos de que os antigos dessa região avistavam uma figura semelhante.


 
Depois, seguimos para a Floresta Petrificada e foi frustrante porque o parque pareceu abandonado, com mato e lixo. Desistimos da trilha e fomos almoçar no Favorito Pratos Típicos (tem vários restaurantes Favorito, cada um de um estilo: churrascaria, grill, árabe, pizzaria e música bar). A comida típica daqui, como de outros locais do Nordeste, consiste em carne de sol com paçoca de carne, macaxeira, galinha cabidela (parecida com molho pardo), capote (galinha d´angola), carneiro, arroz Maria Izabel (parecido com nosso arroz carreteiro). Para quem gosta, há Carta de Cachaças.  


O Favorito Pratos Típicos (o Guinho se divertiu no parquinho):

 

Passeio na orla da Ponte Estaiada (tem elevador para subir ao mirante, de onde se avista a cidade) e um "shoppingzinho" para o Guinho, que devorou um Mac Donald´s!

Como a cidade é planejada, o trânsito flui bem pelas avenidas. Os piauiensses são acolhedores e simples. Até esquecemos que não estávamos mais na praia ou em parques nacionais e saímos de "bermas" e chinelos, sem chamar atenção... Passamos no mercado para comprar Cajuína (bebida típica daqui, parecida com suco, sem álcool e sem gás) e umas comidinhas para a noite.

23o dia - Teresina-PI

23o dia - 13.01.12 - Sete Cidades a Teresina-PI

(Obs: consegui inserir fotos nos 14o, 17o, 18o e 21o dias)

Ouvimos muitas histórias sobre Sete Cidades, contadas principalmente pelo guia Islano e pelo curiólogo Osiel, que também emprestou o livro com relatos de pessoas antigas a respeito das lendas. As mais comuns se referem a lobisomen, bolas de fogo, gritos e assobios. Antes de o Parque ser criado, viviam pequenos agricultores pelo local e andavam por tudo a pé ou a cavalo e os barulhos podiam assumir formas diversas, pintados pelo medo do desconhecido.
Bom, pretendíamos ficar dois dias no Parque, mas, acreditando ou não nas histórias, na madrugada da sexta feira 13, os corajosos expedicionários não dormiram bem.

Terminamos o passeio pela manhã, na Sétima e Primeira Cidades, mais baixas. Os guias falaram que valia a pena conhecer Pedro II (mirante muito alto, no Mirante do Gritador e várias lojas vendendo Opala, extraída na região) e Castelo (formação monolítica, cânions e cachoeiras), mas queríamos pegar a estrada e chegar a Teresina.
Pinturas no teto do abrigo em que vivia o Pajé:


Mandacarus florindo:

A formação lembra canhões:

Nesse local, as pedras formam um verdadeiro Curral:


Piscina formada pelo Olho d´Água Milagres (disseram que tem esse nome porque, milagrosamente no sertão, tem água permanentemente, brotando de uma fenda do lençol freático. É lindo, mas o fundo fica esverdeado e, depois das histórias, a turma preferiu não mergulhar:


Voltando ao asfalto, na saída Sul do Parque (Piripiri), muito bom até Teresina. Ao longo da BR 343, barraquinhas vendendo mangas, jacas e até none. No caminho, passamos pela Floresta Nacional dos Palmares.
Saindo do Parque:


Teresina nos encantou. Chegando, há várias placas desejando boas vindas, escrito "É chegar e se apaixonar". As ruas são arborizadas, com avenidas facilitando o acesso. O nome foi dado em homenagem à imperatriz Tereza Cristina, esposa de D. Pedro II, em substituição à Vila Nova de Poty. A cidade é cortada pelos rios Poty e Parnaíba, cujo leito define as divisas do PI e MA; os rios se encontram na zona norte e seguem unidos até o Atlântico.
Ficamos no Ibis, no centro, e o caminhão pode parar na rua ao lado. A internet mais rápida ajuda muito a postar as fotos. Saímos para passear um pouco e ficamos impressionados com o movimento, avenidas bonitas e povo muito acolhedor.
Fomos ao restaurante Coco Bambu, Pizzaria, Tapiocaria e Frutos do Mar, que ocupa meio quarteirão e consegue ter um cardápio imenso, bem variado, e servir comida de qualidade, em ambiente muito agradável (dentre os quase 20 sucos, tem de sapoti, siriguela, cupuaçu e graviola). No cardápio, está escrito que "os sabores, tal como as águas dos rios, encontram-se e misturam-se em harmonia". O Guinho se divertiu no espaço infantil.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

23o dia - Sete Cidades-PI


23º dia – 12.01.2012 – Sete Cidades - PI
Após café da manhã na pousada, com direito a ovo “passado” (frito) na hora e pão de massa grossa (parece o nosso francesinho), pegamos a estrada para o Parque Nacional de Sete Cidades.

O Rô queria muito conhecê-lo, pelas histórias a respeito da formação de cidades de pedras e vários mistérios e lenda sobre o lugar. Viemos pela BR 222 até Alto Alegre (24km) e, logo após o posto, sai a rodovia para Piracuruca, asfaltada recentemente (não há placas sinalizando a entrada, à direita). Tem outro acesso, pela BR 343, por Piripiri, a 206 km de Teresina.
São pouco mais de 30km até Piracuruca, que nos impressionou pela estrutura, com casas boas, comércio ativo, pousadas e até posto com pousada (que daria para parar o “minhão”). Da cidade, perguntando, pegamos a rodovia para o Parque. São 18 km de estrada estreita, com asfalto bem esburacado, passando por vários ranchos, assentamentos e sítios, até a entrada Norte do Parque.


O Parque tem área de 6.221 hectares e foi criado pelo Decreto 50.744, de 06.06.1966, para preservar o conjunto de monumentos formados pela ação dos ventos, das chuvas e do calor ao longo de 190 milhões de anos. A estrada de terra batida leva à administração e centro de visitantes. Fomos muito bem recebidos pelos guias, que logo indicaram local para parada do caminhão, ao lado do Hotel Parque Sete Cidades (quartos simples e limpos), que funciona o ano todo, assim como o restaurante anexo. Conseguimos ponto de energia e água e paramos ao lado da casa dos funcionários que pernoitam por aqui, pelo preço do camping (R$ 10,00).
Antes do passeio, o Guinho avistou uma Iguana, ao lado do "minhão":

Indicaram os passeios e fomos com o Islano que, além de guia, leva com seu próprio Gol, já que as estradas são um pouco apertadas para nosso pequeno “minhão”.  Almoçamos e saímos para o passeio por volta das 13h30min, conhecendo as cinco cidades altas. A vegetação é típica de transição de cerrado e caatinga.
Primeira parada: Sexta Cidade – Pedra do Cachorro, do Elefante e da Tartaruga, com placas sedimentadas (foto:)

Segunda: Segunda Cidade – cenário impressionante, passando pelo Arco do Triunfo (quem passa pela primeira vez, tem direito a três pedidos!). É considerado um dos palcos das maiores histórias do Parque...
Visitamos dois sítios arqueológicos, com pinturas rupestres nas paredes rochosas, atestando a passagem do homem pré histórico pela região. Disseram que a tribo indígena Tabajara viveu aqui, dentre outras. Não há, contudo, notícias de fósseis.

 Observar a mão de Seis Dedos (o guia explicou que os portadores de anomalias ou eram sacrificados ou chefes):
As pinturas assumem várias formas:

No alto da pedra, avista-se o mapa do Brasil, com divisão de estados na época das capitanias:


Uma caminhada leva à Sala da Biblioteca, onde a formação de pedras criou um vão ótimo para descansar, observar e sentir o clima do lugar. Mais uma subida e estamos no mirante do parque, do qual se avista vários pontos. Foi filmada uma minissérie da Globo aqui e aproveitamos o cenário para imitar a Caroline Dieckman.





Terceira: Quinta Cidade – com mais inscrições. Pela fenda, no alto da rocha, passa o raio do sol no solsticio de inverno, exatamente em 21.06.  


Quarta: Quarta Cidade – dizem que é do estilo fenício, pois é toda cercada de muralhas de pedras e passamos por alguns “portais” (aberturas nas pedras) para ter acesso ao local. As aberturas formam mapa da África e do Brasil.

Mais uma formação, lembrando um mapa:

A formação das pedras do Beijo do Lagarto também é linda e dizem que há uma lenda de que, quando as bocas se encontrarem, o parque terminará.  Também ouvimos histórias de bolas coloridas arremassadas daqui...

Próximo, fica a Gruta do Catirina, um senhor curandeiro que morou 13 anos na gruta com o filho doente, até a morte do filho (o túmulo também fica perto); dentro da gruta, tem um buraco redondo, no qual ele preparava remédios e ervas para quem o procurasse.

Um pouco mais de pintura rupestre:

A última parada de hoje foi na Terceira Cidade, para avistar as formações chamadas de Dedo de Deus, oratório, Três Reis Magos e Cabeça de D. Pedro.  Abaixo, a primeira:

Segundo a lenda, a saída do portal que começa na Gruta de Ubajara termina na saída da gruta do índico, abaixo:



Impressiona as areias iguais as da praia próxima das formações:

Apenas 9% do Parque é aberto à visitação e a vegetação cresce dentre as pedras. No caminho, cactos mandacaru (reto e alto, que dá flor anunciando a chuva) e xique-xique (mais baixo e bifurcado).
Conhecemos o Curiólogo Osiel Monteiro (86-9959.0616), que cresceu no parque e sabe muito sobre a região.  Conhecemos também uma família de Curitiba, que está viajando com quatro filhos, com idades entre 18 e 2 anos, e vão passar 30 dias fora!
Na janta, provamos o Capote (galinha d´angola), muito comum no MA e aqui. Valeu a pena.
Impressionante a beleza natural do lugar. Tento registrar nas fotos um pouco do que vimos, mas sentir o “tamanho” disso não cabe na lente, nem nessas palavras.  Não conseguimos adesivos do Parque e, na comemoração dos 50 anos, havia menção à proteção das formações e do "imaginário popular".