23o dia - 13.01.12 - Sete Cidades a Teresina-PI
(Obs: consegui inserir fotos nos 14o, 17o, 18o e 21o dias)
Ouvimos muitas histórias sobre Sete Cidades, contadas principalmente pelo guia Islano e pelo curiólogo Osiel, que também emprestou o livro com relatos de pessoas antigas a respeito das lendas. As mais comuns se referem a lobisomen, bolas de fogo, gritos e assobios. Antes de o Parque ser criado, viviam pequenos agricultores pelo local e andavam por tudo a pé ou a cavalo e os barulhos podiam assumir formas diversas, pintados pelo medo do desconhecido.
Bom, pretendíamos ficar dois dias no Parque, mas, acreditando ou não nas histórias, na madrugada da sexta feira 13, os corajosos expedicionários não dormiram bem.
Terminamos o passeio pela manhã, na Sétima e Primeira Cidades, mais baixas. Os guias falaram que valia a pena conhecer Pedro II (mirante muito alto, no Mirante do Gritador e várias lojas vendendo Opala, extraída na região) e Castelo (formação monolítica, cânions e cachoeiras), mas queríamos pegar a estrada e chegar a Teresina.
Pinturas no teto do abrigo em que vivia o Pajé:
Mandacarus florindo:
A formação lembra canhões:
Nesse local, as pedras formam um verdadeiro Curral:
Piscina formada pelo Olho d´Água Milagres (disseram que tem esse nome porque, milagrosamente no sertão, tem água permanentemente, brotando de uma fenda do lençol freático. É lindo, mas o fundo fica esverdeado e, depois das histórias, a turma preferiu não mergulhar:
Voltando ao asfalto, na saída Sul do Parque (Piripiri), muito bom até Teresina. Ao longo da BR 343, barraquinhas vendendo mangas, jacas e até none. No caminho, passamos pela Floresta Nacional dos Palmares.
Saindo do Parque:
Teresina nos encantou. Chegando, há várias placas desejando boas vindas, escrito "É chegar e se apaixonar". As ruas são arborizadas, com avenidas facilitando o acesso. O nome foi dado em homenagem à imperatriz Tereza Cristina, esposa de D. Pedro II, em substituição à Vila Nova de Poty. A cidade é cortada pelos rios Poty e Parnaíba, cujo leito define as divisas do PI e MA; os rios se encontram na zona norte e seguem unidos até o Atlântico.
Ficamos no Ibis, no centro, e o caminhão pode parar na rua ao lado. A internet mais rápida ajuda muito a postar as fotos. Saímos para passear um pouco e ficamos impressionados com o movimento, avenidas bonitas e povo muito acolhedor.
Fomos ao restaurante Coco Bambu, Pizzaria, Tapiocaria e Frutos do Mar, que ocupa meio quarteirão e consegue ter um cardápio imenso, bem variado, e servir comida de qualidade, em ambiente muito agradável (dentre os quase 20 sucos, tem de sapoti, siriguela, cupuaçu e graviola). No cardápio, está escrito que "os sabores, tal como as águas dos rios, encontram-se e misturam-se em harmonia". O Guinho se divertiu no espaço infantil.
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