23º dia – 12.01.2012 –
Sete Cidades - PI
Após café da manhã na pousada, com direito a ovo “passado” (frito) na
hora e pão de massa grossa (parece o nosso francesinho), pegamos a estrada para
o Parque Nacional de Sete Cidades.
O Rô queria muito conhecê-lo, pelas histórias a respeito da formação de cidades de pedras e vários mistérios e lenda sobre o lugar. Viemos pela BR 222 até Alto Alegre (24km) e, logo após o posto, sai a rodovia para Piracuruca, asfaltada recentemente (não há placas sinalizando a entrada, à direita). Tem outro acesso, pela BR 343, por Piripiri, a 206 km de Teresina.
São pouco mais de 30km até Piracuruca, que nos impressionou pela estrutura, com casas boas, comércio ativo, pousadas e até posto com pousada (que daria para parar o “minhão”). Da cidade, perguntando, pegamos a rodovia para o Parque. São 18 km de estrada estreita, com asfalto bem esburacado, passando por vários ranchos, assentamentos e sítios, até a entrada Norte do Parque.
O Parque tem área de 6.221 hectares e foi criado pelo Decreto 50.744, de
06.06.1966, para preservar o conjunto de monumentos formados pela ação dos
ventos, das chuvas e do calor ao longo de 190 milhões de anos. A estrada de
terra batida leva à administração e centro de visitantes. Fomos muito bem
recebidos pelos guias, que logo indicaram local para parada do caminhão, ao
lado do Hotel Parque Sete Cidades (quartos simples e limpos), que funciona o
ano todo, assim como o restaurante anexo. Conseguimos ponto de energia e água e
paramos ao lado da casa dos funcionários que pernoitam por aqui, pelo preço do camping (R$ 10,00).
Antes do passeio, o Guinho avistou uma Iguana, ao lado do "minhão":
Indicaram os passeios e fomos com o Islano que, além de guia, leva com
seu próprio Gol, já que as estradas são um pouco apertadas para nosso pequeno
“minhão”. Almoçamos e saímos para o passeio por volta das 13h30min, conhecendo as
cinco cidades altas. A vegetação é típica de transição de cerrado e caatinga.
Primeira parada: Sexta Cidade – Pedra do Cachorro, do Elefante e da
Tartaruga, com placas sedimentadas (foto:)
Segunda: Segunda Cidade – cenário impressionante, passando pelo Arco do
Triunfo (quem passa pela primeira vez, tem direito a três pedidos!). É considerado um dos palcos das maiores histórias do Parque...
Visitamos dois sítios arqueológicos, com pinturas rupestres nas paredes rochosas, atestando a passagem do homem pré histórico pela região. Disseram que a tribo indígena Tabajara viveu aqui, dentre outras. Não há, contudo, notícias de fósseis.
Observar a mão de Seis Dedos (o guia explicou que os portadores de anomalias ou eram sacrificados ou chefes):
As pinturas assumem várias formas:
No alto da pedra, avista-se o mapa do Brasil, com divisão de estados na época das capitanias:
Uma caminhada leva à Sala da Biblioteca, onde a formação de pedras criou um vão ótimo para descansar, observar e sentir o clima do lugar. Mais uma subida e estamos no mirante do parque, do qual se avista vários pontos. Foi filmada uma minissérie da Globo aqui e aproveitamos o cenário para imitar a Caroline Dieckman.
Terceira: Quinta Cidade – com mais inscrições. Pela fenda, no alto da rocha, passa o raio do sol no solsticio de inverno, exatamente em 21.06.
Quarta: Quarta Cidade – dizem que é do estilo fenício, pois é toda
cercada de muralhas de pedras e passamos por alguns “portais” (aberturas nas
pedras) para ter acesso ao local. As aberturas formam mapa da África e do
Brasil.
Mais uma formação, lembrando um mapa:
A formação das pedras do Beijo do Lagarto também é linda e dizem que há
uma lenda de que, quando as bocas se encontrarem, o parque terminará. Também ouvimos histórias de bolas coloridas arremassadas daqui...
Próximo, fica a Gruta do Catirina, um senhor
curandeiro que morou 13 anos na gruta com o filho doente, até a morte do filho
(o túmulo também fica perto); dentro da gruta, tem um buraco redondo, no qual
ele preparava remédios e ervas para quem o procurasse.
A última parada de hoje foi na Terceira Cidade, para avistar as
formações chamadas de Dedo de Deus, oratório, Três Reis Magos e Cabeça de D.
Pedro. Abaixo, a primeira:
Segundo a lenda, a saída do portal que começa na Gruta de Ubajara termina na saída da gruta do índico, abaixo:
Impressiona as areias iguais as da praia próxima das formações:
Apenas 9% do Parque é aberto à visitação e a vegetação cresce dentre as
pedras. No caminho, cactos mandacaru (reto e alto, que dá flor anunciando a
chuva) e xique-xique (mais baixo e bifurcado).
Conhecemos o Curiólogo Osiel Monteiro (86-9959.0616), que cresceu
no parque e sabe muito sobre a região. Conhecemos também uma família de Curitiba, que está viajando com quatro filhos,
com idades entre 18 e 2 anos, e vão passar 30 dias fora!
Na janta, provamos o Capote (galinha d´angola), muito comum no MA e aqui. Valeu a pena.
Impressionante a beleza natural do lugar. Tento registrar nas fotos um
pouco do que vimos, mas sentir o “tamanho” disso não cabe na lente, nem nessas
palavras. Não conseguimos adesivos do Parque e, na comemoração dos 50 anos, havia menção à proteção das formações e do "imaginário popular".
Até que enfim uma cena romantica. Parabens, pois daqui alguns dias teremos festa de bodas, não é?
ResponderExcluirCada lugar maravilhoso, desconhecido do mundo turistico. Só o Ro não precisou de chinelos novos... Um grande abraço.
mamãe e papai
Gii o blog esta super legal , muito bom poder acompanhar as aventuras e descobertas de vcs ! Diz pro Rodriguinho que o Arthur esta com saudades , lembrou muito dele na viagem e o espera ansioso ! Bj até a volta Adriana
ResponderExcluirHummmm acho que a cena romantica tem alguma coisa a ver com os 3 pedidos feito no Arco do Triunfo.
ResponderExcluirbj...tia Pu
Que família corajosa!!!Parabéns!!!Amei as fotos, muito legal ver por onde vcs passaram, pena que o Rodrigo só colocou o blog hoje e vcs já estão voltando. Mas valeu a pena...Um beijo a todos e boa viagem de volta.Deus os proteja.
ResponderExcluirIsabel
Dra, que viagem maravilhosa, que aventura...., simplesmente um sonho, sem palavras. Somente uma: "isso é viver". Fiquem com Deus. Bjs e saudades. Amo vcs. Solange Ferraz
ResponderExcluirmeu muito obrigado pela visita de vcs a minha grande casa (parque nacional de sete cidades)e por terem mi mecionado no seu relato de viageme meu número pra contatos. espero q estejam bem, digam a muitos que vale a pena visitar sete cidades. abraços
ResponderExcluirAts:
O Curiólogo