sábado, 31 de dezembro de 2011

11o dia - São Luis - Reveillon

31.12.11 - Não conseguimos outra diária no Ibis, mas o taxista Eduardo (98-88016153) nos levou ao Costa Atlântico hotel (98-31941200), bem perto, e conseguimos um quarto. Várias pessoas falaram que a cidade é bem tranquila e que poderíamos dormir com o caminhão parado na rua, mas como estamos perto da praia do Calhau (quase vizinhos do Sarney), com bastante movimento e considerando os excessos do reveillon, preferimos ficar no hotel. Hoje, o Comandante ficou um pouco de molho. Como diria o vovô Celso, muito chá com bolacha de maisena! Visitamos o centro histórico porque nenhuma mulher fica sem uma lojinha... É lindo e seria mais ainda se fosse melhor restaurado.
No centro histórico, não circula carro e funcionam várias lojas de artesanato. São Luís "é cheia de charme com seus patrimônios tombados e casarios seculares com azulejos franceses, ingleses e portugueses, todos pintados à mão. Uma ilha cercada de praias de águas calmas que abriga um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos da América Latina, com mais de mil construções na área declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO".


Um pouco da beleza dos azulejos:



Depois, uma prainha para acabar o ano, com direito a banho de mar e caranguejo (o Guinho gostou mais de ficar martelando as patinhas que comer. O Comandante não quis nem olhar para os pelinhos da patinha, tadinha...). Vimos o por do sol e voltamos para o hotel. Na Av. Litorânea, os carros já ocuparam o espaço e muitas pessoas montam barracas ao lado do carro. Caminhonetes tem cadeiras ou colchões na caçamba e falaram que a queima de fogos é linda, pois tem três palcos na praia e balsas no mar para o espetáculo.

Para vocês, 2012 chegará uma hora antes, pois aqui não tem horário de verão.  Jantamos no quarto do hotel e fomos a pé para a praia. Foram montados três palcos para shows e, no perto do hotel, estava tendo show da Alcione. Na praia, tinha muita gente e ficamos um pouco antes, na ladeira de acesso, com vista muito boa. A meia noite, começou o foguetório. Foram 15 minutos de fogos. O espetáculo foi bonito, mas perto demais e o Guinho ficou assustado.... Foi uma experiência diferente receber o Ano Novo na praia, mas na hora do abraço, faltam papai, mamãe, irmãos, sobrinho, sobrinhas, vovós. Dá saudade até dos cunhados!!!

Amanhã, vamos para Barreirinhas, cidade base para conhecer os Lençois Maranhenses. Queremos ir para Atins, Caburé, Tutóia, Ilha do Caju e Delta do Parnaíba. Talvez voltemos a ficar sem internet....

Feliz 2012!!!!

Desejamos a todos um Feliz 2012, com muita saúde, paz e prosperidade, com Deus no coração, sempre presente em nossas vidas. No início do ano, costumamos renovar as promessas de melhorar vários aspectos da vida e o final do Ano é uma época legal para fazer o balanço e definir as novas metas. Esse ano, apesar de distantes fisicamente de casa, estamos juntos pois os sentimentos são muito importantes nesse elo. Aos amigos do Pé na Estrada (Edson e Eliane), que viabilizaram essa forma de comunicação e proximidade com os familiares e amigos, nosso muito obrigado!!!. Está sendo uma experiência gostosa dividir a viagem com mais gente porque, sem esse meio, quando voltávamos, muita histórica acabava se perdendo... Ao ler os comentários, parece que ficamos mais perto. 


FELIZ ANO NOVO!!!!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

10o dia - São Luís do Maranhão

30.12.11 - Saímos do posto Ana Rosa, em Alto Alegre, com 428.507 km. Até São Luís, a estrada passa por várias cidades e o comércio é intenso às margens da BR. Vendem de tudo que se possa imaginar. O açougue ostenta cortes de carne pendurados, sem refrigeração ou qualquer tipo de proteção, na beira da rodovia. Acho que aqui até conseguiria ser vegetariana...


De Alto Alegre a São Luís, são aproximadamente 150km, mas gastamos bastante tempo por causa do movimento e das lombadas nas cidades e povoados cortados pela estrada.  Ao chegarmos, situação de stress: onde ficar... O posto indicado pelos caminhoneiros (BR) fica a 15 km da cidade. Paramos no posto e, feita a reserva por telefone, seguimos sentido Hotel Ibis. Foi uma supresa agradável, já que o hotel foi inaugurado em 02.12.11, e fica na Praia do Calhau, área nobre da cidade, por R$ 99,00 a diária. A parte ruim é que só tem disponibilidade para uma diária.... O "minhão" ficou na frente do hotel, pois as avenidas são bem amplas.
Para aproveitar o dia, fomos à praia e, como o restaurante indicado pela d. Célia (mãe do dono do Posto Ana Rosa) estava muito cheio, ficamos na Barraca do Henrique. Muito legal.


O Guinho quis fazer uma tatuagem (de hena, óbvio)...

Depois, com o taxista Eduardo (muito gente boa), demos uma volta no centro histórico e em um mercado de artesanato. A ponte separa a cidade antiga da cidade nova.


 

São Luís é conhecida como a capital do ajulezo. O trabalho artístico é lindo!!:

Palácio do Governo do Estado (os prédios de orgãos públicos em geral são imponentes, inclusive o Palácio da Justiça e o Fórum):

 
A noite, fomos conhecer o restaurante indicado, Cabana do Sol (tem dois e o da Av. Litorânea é mais amplo. Funciona em um prédio de três andares). Comida excelente, com pratos típicos, à base de carne de sol, peixes e mariscos. Comemos uma caldeirada de camarão (quase todos os pratos vem com banana a milanesa), acompanhada de Alamos Torrontes. Um táxi até o hotel e caminha...


Como ainda não conseguimos hotel para amanhã, estamos resolvendo se ficamos na nossa própria casa em São Luís ou se seguimos para Barreirinhas.

9o dia - Deslocamento, com surpresa!

29.12.11 – 9º dia - Pelo roteiro inicial, chegaríamos a São Luis via Imperatriz do Maranhão. No entanto, em conversas com os irmãos caminhoneiros, nos postos da vida, foram informando que o melhor caminho era por Grajau e Peritoró, uma estrada conhecida como "BR dos índios". Depois que o Guinho ouviu as histórias, sempre pedia para não passar pela rodovia dos índios, pois contaram que eles paravam os veículos para pedir moedas e que, pela outra estrada, antigamente jogavam óleo na pista para os caminhões deslizarem.... O Comandante prega que uma informação deve ser confirmada por três fontes e assim fizemos. Tudo confirmado, pegaríamos a "BR dos índios".  Ai que frio na barriga. Ainda bem que estávamos sem contato e os pais não sabiam das intenções....
Do Balneário da Pedra Caída, rumamos sentido Estreito, passando por Porto Franco, Grajaú, Barra do Corda, Presidente Dutra, Perioró e Alto Alegre. A Reserva Indígena Cana Brava fica depois de Grajaú; são 22km, com 23 lombadas. Passamos por várias aldeias: Sabonete de Índio, Sítio, Cianorte, Coquinho, Sobradinho, Jurema, Bueira, Naina, Zayatate, Nova Esperança, Boa Vista, Kitara, Pantanal, Castanhal, Ribeiro, Magueirinha e Macauba. Algumas ficam bem perto da estrada e outras, mais afastadas. Os caminhoneiros tinham avisado que os índios colocavam cordinhas e pediam dinheiro, uma espécie de pedágio. Por isso, fomos bem atrás de uma carreta, pois o pessoal mais acostumado a passar direto, forçando os índios a abaixarem a cordinha. Admito que estávamos tensos, mas a travessia foi tem tranquila, pois passamos ao meio dia e só havia poucas mulheres e crianças pedindo moedas e vendendo artesanato. Os carros até param para comprar artesanato. A maioria das casas é de barro (adobe), com viga de bambum e cobertura de palmeira – como, aliás, são várias casas nesta região, mesmo fora da aldeia - e também tem casas de alvenaria e escolas.

Já na aldeia:
Casas típicas:


 A estrada estava só depois de Presidente Dutra aumentou o movimento. Iríamos parar em Pres. Dutra, mas os caminhoneiros falaram que não era boa opção e o melhor seria Alto Alegre, para onde fomos. Paramos no posto Ana Rosa, pouco antes da cidade.  No começo, o dono ficou meio ressabiado (típico do maranhense), mas depois ele e os pais, Sílvio e Célia, vieram conversar, conhecer o caminhão e nos deram várias de passeio Autorizaram ligar a energia, até a hora de dormir (esquecemos de desligar, mas alguém não esqueceu.... Ainda bem que somos bom de cama e só percebemos no nascer do dia).
Na verdade, saindo da reserva indígena, parece que a situação não muda muito porque é muito comum ver, à margem da rodovia, casas como essas, de barro, cobertas com pameiras:


É Brasil, terra de contrastes, de riqueza de cultura, de povos e costumes É muito bom conhecer um pouco dessa realidade, que ultrapassa as lições de geografia e  sociologia ....

8o dia - Chapada das Mesas


28.12.11 - Explorando o Sul do Maranhão - Parque Nacional Chapada das Mesas
Depois de uma boa noite no posto, com direito a trilha sonora (tinha uma churrascaria ao lado, que tocou Banda Capilpso até altas horas), voltamos para obter informações no centro de Carolina. Na única agência de turismo, conversei bastante com o Pedro e consegui algumas informações. O Parque  Chapada das Mesas é novo e pouco explorado, apesar de deslumbrante. São vários passeios, mas alguns, como o Encanto Azul, tem época do ano adequada para serem visitados. Saímos de Carolina sentido Estreito. Após 18 km, passando por uma ponte e uma subida muito íngreme, já dá para avistar, do lado esquerdo, a fenda do Portal da Chapada. Após uma trilha leve, chegamos à fenda. A vista do Morro do Chapéu e da paisagem é linda e fomos premiados com um dia claro. De cada ângulo, uma nova visão.


Analisando as pegadas no areião da subida:

Vista do alto:


De outro ângulo, é possível avistar o Morro do Chapéu (também dá para escalar, mas a trilha é de um hora e meia):

Só mais uma....

Na descida, todo santo ajuda:


Seguimos para o Balneário Pedra Caída, a 35 km de Carolina (fica na BR 010, Km 69,5). O complexo tem chalés, restaurante, piscinas naturais e passeios pela região a pé ou em toyotas 4x4, além de tirolesa (dá frio na barriga de ver alguém descendo, pois é muuuuuito alta) e arvorismo. Fizemos a trilha a pé, de 900m, por passarelas de madeira, chegamos ao Santuário da Pedra Caída. A descida é acentuada e as passarelas com corrimão facilitam o acesso. No local, já viveu tribo indígena e há inúmeras inscrições (de humanos mesmos, que ainda não tinham aprendido a respeitar a natureza) nas rochas. O lençol freático fica no meio das rochas e todo o grupo entrou na água, translúcida. A caminhada segue por um canion e chega em uma parte linda de cachoeira. O Guinho avistou um arco iris na cachoeira e, ao tirar a foto, ficou uma mancha azul do outro lado. No final da cachoeira, à direita, abre-se outra cachoeira estupenda, uma queda d´água tão forte que não dá para tirar foto porque molha tudo e é possível mergulhar no poço. 

Canion Santuário Pedra Caída:

Após caminhar pelo Canion, com água nos joelhos, chega-se a essa linda cachoeira e, do lado direito, a maior queda, que não deu para fotografar:






Na volta da cachoeira:


Agradecimentos ao monitor ambiental TINO (quem quiser explorar a Chapada: tinotreking@hotmail.com - 99-91587508) e não esquecer de nos chamar:

Como queríamos aproveitar o dia sem voltar para o posto, ficamos no chalé do Complexo (diária R$ 120,00 e, ficando, desconta o valor do ingresso, ou seja, saiu R$ 95,00). É simples, mas confortável, com ventilador de teto e visita de araras azul, “Azulinha”, e vermelha, “Michele”. A surpresa foi na hora do banho, pois não tinha água quente, só a da cachoeira encanada....
Tem uma arara azul do lado direito do telhado do chalé:

O "minhão" não coube na garagem do chalé, mas ficou bem guardado, dentro do Balneário:


Recados do Guinho: oi vovós e vovôs, oi João, oi Lívia, oi Manu. Só...

Recado do Comandante: salve Planeta Terra!!! O caminho descortina o Brasilzão e surpreende pelas estradas, pela estrutura e pela beleza. Estamos tranquilos, pegando informações com caminhoneiros e o caminhão vai indo bem, obrigado. Vou voltar especialista em mecânica, elétrica e hidráulica (e comida que não deixa cheiro)... Beijos, para as mulheres, e abraços, para os homens.  


7o dia - Carolina-MA

 Pela Gi,
Bom, finalmente, estamos SELVA!!! Três dias sem celular e internet!! Eles vivem assim. O telefone, quando funciona, é via rádio e a maior cobertura de celular é da Oi. Bom, chegando a São Luis do Maranhão, os contatos recomeçam.

Dia 27.12.11: saímos de Palmas (que adoramos) com destino a Carolina, percorrendo 453 km. Região de paisagens muito bonitas, com lagos e trechos de estrada boa, mas os trechos ainda não recapeados deixam a desejar.  As paradas são bem rústicas (servem galinha caipira, panelada e chaburi – carne de panela cozida com legumes). Ficamos só nos lanchinhos. Passamos por Miracema do Tocantis, que foi a primeira capital do Estado.

A estrada acaba em Filadelfia-TO e a travessia do Rio Tocantis é feita por balsa, que funciona 24 horas. Atravessamos com outros caminhões, carros e passageiros; demorou em torno de 25 minutos e custou R$ 26,00. Desembarcando, seguimos pela rua da balsa até a praça e é só virar à esquerda para avistar várias pousadas, na Av. Getúlio Vargas. Com dificuldade, achamos um posto para dormir, na saída para Balsas, pois não tem camping.  Os maranhenses dessa região são um pouco arredios, não gostam de dar informações e não são de muita conversa.

Após Palmas:

Acima, parte recapeada. Abaixo, trecho ruim:



Travessia de balsa - de um lado, Filadelfia-TO e, do outro, Carolina-MA. Dá para ver a Matriz e, do lado esquerdo, o Morro do Chapeu:



Carolina-MA é uma cidade histórica, fundada em 1809, e já foi importante aeroporto da região norte. É cercada pela Serra da Mesa, rica em relatos de avistagens de extraterrestres (essa parte, informação do Comandante, com base no livro Mistérios do Brasil).  Na Chapada Serra da Mesa, tem pinturas rupestres no Morro da Figura, de milhares de anos (não deu para visitar). Ficamos impressionados porque as ruas das cidades históricas pelas quais passamos tinham as ruas estreitas, mas Carolina, conhecida como Paraíso das Águas, tem amplas avenidas.

É a cidade base para explorar a Chapada, programa de amanhã porque o dia hoje foi bem cansativo.

Centro de Carolina:

Igreja Matriz de Carolina:


Pousada dos Candeeiros, que fica em um casarão de 300 anos:


Desculpem, mas tem que ter um fotinha do Fórum, ou melhor, do Salão do Júri (deu até medo do tamanho. Será que tem homicídio para tudo isso..). O Fórum fica na frente:


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

6o dia - Palmas para Palmas


"NAVEGAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO", já dizia Fernando Pessoa. Estamos viajando, vivendo, portanto.

Saímos de Gurupi-TO por volta das 8h30min, sentido Paraíso do Tocantis, com destino a Caseara. De Rio Preto, pesquisamos e, como não conseguimos muitas informações sobre o Parque Estadual do Cantão,  achamos melhor chegar mais perto. Depois de várias respostas tipo "parque o quê", conseguimos uma lista de telefones e ligamos para os 15 telefones de Caseara, até que uma santa moça atendeu e disse que o Parque do Cantão estava fechado por causa das chuvas...
Para decidir o que fazer, nada melhor que um bom almoço, no Posto Carneirão, pouco antes de Paraíso do Tocantis e uma engraxadinha no "minhão":


Abortado o Cantão, resolvemos conhecer Palmas. A partir de Paraíso do Tocantis, são 65 km de estrada boa  com paisagem linda, que já lembra muito o Jalapão, com árvores mais altas e direito a avistagem de araras azuis. Novo rumo. Viajando com o caminhão, precisamos passar em todas aquelas balanças de fiscalização e, chegando, o fiscal encasquetou com a falta do adesivo na lateral da porta, indicando o peso da "turma"!!! Ganhamos uma "multa de boas vindas".  Paciência....

A chegada a Palmas compensou. A ponte sobre o lago formado pelo rio Tocantis é enorme, com cerca de 10 km, e, chegando, a cidade se abre na beira do rio, com a serra no fundo. Tem muuuuuuitas rotatórias e o único posto para caminhoneiros fica na rodovia para Porto Nacional, fora da cidade. Fomos até lá, mas resolvemos aproveitar para conhecer a cidade. O Guinho não achou nada ruim ficar em um hotelzinho, ao lado do Palmas Shopping!!! Ficamos no Hotel Rio do Sono, perto da praça dos Girassóis, e o gerente, Edmilson, já encomendou o adesivo para a porta do caminhão porque, de multa, está bom!! O Rô mexe tanto nas chaves do "minhão" que, de novo, estamos sem bateria na casa. O Edmilson também já indicou quem pode dar um jeito nisso (eta, não quero ver a conta...).

Como a cidade foi construída, após a divisão do Estado de Goiás, com a Constituição de 1988, lembra Brasília, com avenidas largas, estacionamento amplo em frente aos estabelecimentos, sendo cortada pelo eixo norte-sul (Av. Juscelino K.) e leste-oeste (Av. Teotonio Segurado). No centro, fica a praça dos Girassóis e, no meio da praça, o Palácio do Araguaia, sede do governo. Os prédios das secretarias ficam próximos. É diferente pensar que a cidade foi totalmente construída, no centro geográfico do estado, incluindo o lago do rio Tocantis.
Chegada a Palmas, pela TO-080:

Praça dos Girassóis, coração da cidade:


PS. antes de publicar, o Comandante mexeu em mais uns cabinhos da casa e, eureka, deu certo!!

Precisei atualizar o blog para dizer que fomos ao restaurante Cabana do Lago. O Edmilson, do hotel, indicou e nos levou. A especialidade é carne de sol (de alcatra, picanha, filé, carneiro), com feijão verde, paçoca, purê de mandioca, banana frita e manteiga de garrafa). Hum!!! Também tem uns pratos diferentes, como arroz de cuxá e capote (galinha d´angola). Para minha surpresa, faz parte da Associação da Boa Lembrança. Na volta para o hotel, passamos pelo Palácio do Araguaia, todo iluminado com luzes de Natal.

Não dá água na boca....





domingo, 25 de dezembro de 2011

5o dia - Deslocamento

Saímos de Pirenópolis às 8h40min com destino a Alvorada-TO. Após 27 km de vicinal, caímos na BR 153 e, como foi só deslocamento, no Tocantis não tem horário de verão e a estrada estava pouco movimentada (afinal, a maioria passa o Natal com a família!!), andamos mais um pouco e paramos em Gurupi-TO, totalizando em torno de 630km. A paisagem é bonita, com fazendas de gado ou soja. Vimos tamanduás (atropelados, infelizmente), araras azuis e cágado. Nas cidades, tem postos com restaurantes e até alguns hotéis à margem da BR. A melhor parte ficou com a surpresa de mais um "Décio". Depois do Décio Parada Bonita, descobrimos o Décio Parada Gurupi, uma rede de postos com muita estrutura para caminhoneiro. Tem lojinhas, entretenimento, com autorama e boliche, farmácia, caixa eletrônico, restaurante.... O Guinho disse que parece a Disney!!
Parada para o almoço, ao lado de um caminhão de Rio Preto:

Trecho da paisagem:

O Guinho quer escrever: eu já ganhei um caminhão Scania e hoje mais um caminhão Peterbilt. Queria mais um caminhão Man. O Papai Noel me achou no caminhão, mas ele errou o presente. Na verdade, segundo o Guinho, ele não existe porque, senão, teria trazido um X-Box... Minha mãe está tentando por as fotos. Eu queria que aqui tivesse comida japonesa.......   
Ah, no "Décio" tem até lavanderia. Roupa lavada e passada em duas horas!

Um pouco do "Décio", durante o dia e iluminado para o Natal:




sábado, 24 de dezembro de 2011

4o dia - Pirenópolis

Pela Gi,
hoje, saímos de Aparecida de Goiânia (onde dormimos, com cerca de quinhentos irmãos caminhoneiros, no Posto Aparecidão) às 9h30min, já que o trecho era curto. A estrada até Anápolis é pista dupla e, depois, pista simples, asfalto bom, cheio de curvas, até Pirenópolis. A paisagem muda bem, com morros verdes e leve chuva. Tínhamos escolhido um camping, mas não cabia o "minhão" na largura. Saiu melhor que a encomenda porque achamos outro, a 1,5km da cidade, com muito espaço e natureza, perto da cachoeira da Usina Velha - camping Sombra da Mata. Ontem, ficamos sem energia e como o Comandante não desiste, achou um fusível queimado e deu certo!!!!. Curtimos o rio, que fica a 50 metros de onde está nossa casa, e achamos até um pequeno cágado!! Há outras famílias no camping e tem um bebezinho menor que a Lívia e a Manu em uma barraca, na beira do rio!! 

No camping Sombra da Mata:
O rio das Almas passa nos fundos do camping:

No final do dia, fomos de táxi ao centro histórico. Não entra carro largo na parte histórica, porque tem uns mourões (se o carro for estreito e o motorista beber um pouco, também não passa....). Pirenópolis é a segunda cidade mais antiga de Goiás e começou como arraial de Meia Ponte (abaixo, foto da ponte, com 300 anos). Hoje, tem em torno de 37.000 habitantes, lindas cachoeiras e o Parque Estadual dos Pireneus (eles dizem Pirenópolis, Alma de Pirineus). Na cidade, também tem o Museu Rodas do Tempo, uma das maiores coleções de veículos antigos de DUAS do país; estava fechado (visita obrigatória para alguns que gostam um pouco de moto, como o Edson).

Meia ponte de cem anos:

A cidade está bem tranquila por conta do Natal. A rua do Lazer, que parte da Igreja Nossa Senhora do Rosário (a dos brancos, porque a dos negros foi demolida), é cheia de barzinhos e, no final da rua, atravessando a praça, fica o Pirineus café (cardápio ótimo, para café ou lanche. Comemos focaccia de berinjela, cream cheese, mussarela, nozes e ervas, com espumante!!!! - Nessa parte, expedição pura!!! Às vezes, tem blues ou jazz ou vivo).

Rua do Lazer, com a Igreja no alto:


No Pireneus Café: