sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

9o dia - Deslocamento, com surpresa!

29.12.11 – 9º dia - Pelo roteiro inicial, chegaríamos a São Luis via Imperatriz do Maranhão. No entanto, em conversas com os irmãos caminhoneiros, nos postos da vida, foram informando que o melhor caminho era por Grajau e Peritoró, uma estrada conhecida como "BR dos índios". Depois que o Guinho ouviu as histórias, sempre pedia para não passar pela rodovia dos índios, pois contaram que eles paravam os veículos para pedir moedas e que, pela outra estrada, antigamente jogavam óleo na pista para os caminhões deslizarem.... O Comandante prega que uma informação deve ser confirmada por três fontes e assim fizemos. Tudo confirmado, pegaríamos a "BR dos índios".  Ai que frio na barriga. Ainda bem que estávamos sem contato e os pais não sabiam das intenções....
Do Balneário da Pedra Caída, rumamos sentido Estreito, passando por Porto Franco, Grajaú, Barra do Corda, Presidente Dutra, Perioró e Alto Alegre. A Reserva Indígena Cana Brava fica depois de Grajaú; são 22km, com 23 lombadas. Passamos por várias aldeias: Sabonete de Índio, Sítio, Cianorte, Coquinho, Sobradinho, Jurema, Bueira, Naina, Zayatate, Nova Esperança, Boa Vista, Kitara, Pantanal, Castanhal, Ribeiro, Magueirinha e Macauba. Algumas ficam bem perto da estrada e outras, mais afastadas. Os caminhoneiros tinham avisado que os índios colocavam cordinhas e pediam dinheiro, uma espécie de pedágio. Por isso, fomos bem atrás de uma carreta, pois o pessoal mais acostumado a passar direto, forçando os índios a abaixarem a cordinha. Admito que estávamos tensos, mas a travessia foi tem tranquila, pois passamos ao meio dia e só havia poucas mulheres e crianças pedindo moedas e vendendo artesanato. Os carros até param para comprar artesanato. A maioria das casas é de barro (adobe), com viga de bambum e cobertura de palmeira – como, aliás, são várias casas nesta região, mesmo fora da aldeia - e também tem casas de alvenaria e escolas.

Já na aldeia:
Casas típicas:


 A estrada estava só depois de Presidente Dutra aumentou o movimento. Iríamos parar em Pres. Dutra, mas os caminhoneiros falaram que não era boa opção e o melhor seria Alto Alegre, para onde fomos. Paramos no posto Ana Rosa, pouco antes da cidade.  No começo, o dono ficou meio ressabiado (típico do maranhense), mas depois ele e os pais, Sílvio e Célia, vieram conversar, conhecer o caminhão e nos deram várias de passeio Autorizaram ligar a energia, até a hora de dormir (esquecemos de desligar, mas alguém não esqueceu.... Ainda bem que somos bom de cama e só percebemos no nascer do dia).
Na verdade, saindo da reserva indígena, parece que a situação não muda muito porque é muito comum ver, à margem da rodovia, casas como essas, de barro, cobertas com pameiras:


É Brasil, terra de contrastes, de riqueza de cultura, de povos e costumes É muito bom conhecer um pouco dessa realidade, que ultrapassa as lições de geografia e  sociologia ....

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