Selva, pela Gi:
A viagem foi muito sonhada pelo Rodrigo e envolveu várias fases. Como o sonho era ir de moto, a primeira fase consistiu na realização de outro projeto, de comprar a KTM 990 Adventure. Definido o projeto e a época do ano (que não podia ser de seca, nem de muita chuva) – outubro/11 – os preparativos começaram. O Henrique (amigo e vizinho) aceitou a idéia e foi definido o roteiro: os meninos saindo de moto de São José do Rio Preto e seguindo via terrestre até Porto Velho, de onde seguiram de barco até Manaus. As motos vieram de “cegonha” para casa, enquanto as mulheres, Gi e Eliane, as crianças, Rodriguinho e Luiza, e os pais da Gi, Celso e Sueli, foram de avião, no dia 07.10.11.
Após o encontro, em Manaus, definimos os passeios. Ficamos no Hotel Tropical, muito bom, às margens do Rio Negro.
1º dia: ficamos no hotel, para conhecer e analisar os passeios que seriam feitos. O Guinho e a Luiza queriam matar a saudade dos motoqueiros e achamos bom ficar na piscina para acostumar com o calor. Bom almoço: uma banda de tambaqui, com baião de dois, coentro e banana no “Panela Cheia”; para quem gosta, caldo de tucupi e molho de pimenta.
Guinho domando a onça pintada, no zôo do hotel
2º dia: saímos do hotel com nosso guia – Sid (depois apelidado pelo Guinho de Sid Tur) para o passeio de barco até o encontro das águas. Ao longo da costa, a cidade de Manaus, com casas em palafita, porque as águas sobem muitos metros. A beleza impressiona e as temperaturas da água do Rio Negro e do Rio Madeira são diferentes. Depois, passeio na vila flutuante, nas margens do Rio Negro opostas à Manaus, para conhecer o artesanato e fazer um pesque pague de pirarucus... São valentes mesmos!! Almoço no Moronguetá, perto do porto (excelente isca de pirarucu). Para descansar, fomos ao INPA conhecer o Peixe boi e lá funciona uma espécie de museu da borracha, seguindo para o Zoológico, mantido pelo exército. Muito sorvete da “Vaca Lambeu” (o de castanha é imperdível) para refrescar.
3º dia: passeio mais tranqüilo: passeio de selva, o mais sonhado: a família Zaneta preferiu o hotel e o restante do grupo saiu do hotel com o Sid, no barco pilotado pelo “Grande”, para conhecer uma aldeia indígena. O ritual de boas vindas dos “tucanos” é executado com alegria pelo filho do cacique, com explicações da cultura e hábitos da aldeia. Depois, entramos no ritual e dançamos juntos. Antes do almoço, paramos para nadar com os botos. O barco para em um píer, no meio do rio; daí a pouco, vem um senhorzinho de barco, trazendo um balde com peixes. Com coletes, entramos no rio Negro e começamos a sentir algo estranho: os botos, rosas e cinzas, vão chegando e, como a água é muito negra, dá para senti-los em volta, mas só é possível vê-los quando saltam para pegar o peixe; a pele é macia, parece peixe de couro. O almoço foi muito selva: o Sid levou duas bandas de tambaqui e picanha (para ele, óbvio, pois só queríamos comidas típicas). O Grande montou uma churrasqueira para os assados, acompanhados de farinha típica (os grãos são bem duros). Comemos no acampamento improvisado, com direito a redes. O tempo fechou, mas, graças a Deus, o vento levou a chuva para Manaus, onde fez um bom estrago. Paramos para conhecer a Comunidade de São Thomé, reformada pelo Luciano Hulk no Natal de 2010, e fiz questão de tirar uma foto na Pousada do Jacaré. Ficou aquele gostinho de quero mais... Na volta, paramos para a pescaria – do contrário, o Guinho não aceitaria voltar para o hotel. O barco parou no Rio Ariaú (perto do famoso hotel de selva) e foi só lançar as iscas de carne que elas vieram, pequenas e valentes, com cores que pareciam de mentira. Chegamos a Manaus de noite, realizados!
A turma na pinguela, para chegar à aldeia indígena dos Tukanos, após meia hora de suor.
O rio cobre toda essa areia na época das águas
4º dia: optamos por conhecer a cidade de Manaus e o mercado central de carro, para ser menos cansativo. Faz muito calor, daqueles de suar o tempo todo, por poros que você nem sabe que tem! Sempre é quente, mas no asfalto fica pior! O mercado de peixes é uma loucura e, pela foto, dá para perceber que o maior tráfego é via fluvial. O Teatro é lindo. Comemos uma caldeirada de tambaqui no Açaí & Cia., com ovo cozido e tucupi (se não preparado corretamente, pode ser venenoso). De sobremesa, creme de cupuaçu.
Da viagem, ficam histórias, fotos e aumenta a vontade de explorar nosso país. As pessoas que conhecemos foram muito acolhedoras, os peixes maravilhosos. As crianças, Rodriguinho e Luiza, sempre de bom humor e “comeluchos”. Os vovôs Celso e Sueli nunca foram tão selvas!! Os preparativos para a próxima já estão em andamento.
















Muito legal a aventura de moto e a subida de barco. Os passeios em Manaus foram radicais incluindo as comidas típicas (tartaruga...acho que não comeria).
ResponderExcluirParabéns turma e parabéns a Gi pelo relato. Nos sentimos juntos.
Eliane e Edson.
Ola familia linda que tanto admiramos...
ResponderExcluirNossa que aventura hein?
Viagem repleta de descobertas e realizacoes!
Parabens pelo blog, iremos adorar acompanhar mais pertinho cada aventura, cada relato...
O principal e encantador, e ver a uniao e o amor que transborda entre voces...familia exemplo!
E que venham inumeras viagens e aventuras...
Adoramos voces. Beijos
Jo e Duda
Nossa....senti como se tivesse junto.
ResponderExcluirQue maravilha de viagem....Aventura, descobertas, conhecimentos, experiências, só acrescentam e enriquecem essa turminha....
beijos....Tia Pu.
oi pessoal, esperamos as proximas fotos. Dea e Bibi
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