sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

22o dia - do Ceará ao Piauí

15.01-12 – Deslocamento
Saímos de Teresina com destino à Serra da Capivara. Na saída da acolhedora capital, um letreiro escrito “É viajar e deixar saudade”. Como a cidade é planejada e saímos no domingo, foi simples pegar a estrada.
No Piauí em geral, há poucas placas nas rodovias. Seguimos pela BR 116 até Elesbão Veloso, cortando a cidade (ai, quantos fios!! - o Rô disse que somos o lado negro da força, pois passamos e deixamos alguns no escuro...), para seguir a Francinópolis. Também atravessamos a cidade, sentido Varzea Grande. A marcha lenta do "minhão" enroscou e ficou acelerado (o Rô gosta dessas coisas, pois com a moto foi uma história parecida!). A preocupação -e as orações- aumentaram quando pegamos um trecho de Serra, até Oeiras, primeira cidae grande e primeira capital do PI. Graças a Deus, no primeiro posto, o mecânico Luis estava saindo para almoçar; entrou embaixo do "minhão" e, em 10 minutos, por R$ 10,00, tudo resolvido!
Isso é pista dupla:





Paramos para o ufa e desanimamos de seguir para a Capivara pelas informações de que a estrava  estava muito esburacada e seria necessário ir e voltar até Oeiras. Além disso, vai dando uma vontadinha de voltar para casa....
Já havíamos desistido de voltar de avião e, satisfeitos dos passeios, aprumamos o rumo e seguimos para Floriano, na divisa com o MA, fazendo um tour pelo PI. Estrada boa até Itaueira, exigindo atenção porque tem muitos animais soltos e é meio deserta. Paramos no Posto Karen, bem na entrada para Rio Grande do Piauí, por causa do horário, tendo como vizinhos vacas, cabras e galinhas. Disseram que, no dia anterior, um caminhão parecido, da Alemanha, com um casal de alemães, passou o dia e dormiu lá. Mais tarde, pararam outros caminhões, duas camionetes e até ônibus de turismo para dormir.

Do lado do Guinho, um cabritinho que queria bolachas:


Posto Karen, completando a caixa d´água (sem ponto de energia. Ainda bem que a bateria está funcionando):




16.01-12 – Mais deslocamento

Saímos do posto com o odômetro marcando 431.061. De Itaueira a Canto do Buriti, são 60 km. Haviam falado que pulava um pouco. Foram bondosos. Metade da estrada está recapeada, só que é estreita, sem acostamento e sem faixas. Depois, começou um “dakarzão”, como diz o Guinho, um rally na terra e trechos de buracos com algum asfalto.
Não esqueçam que é pista dupla:

Pelo calor, vamos de vidro aberto e só faltava a Gi levar picada de abelha, pois os meninos já tinham levado, na costela. A minha foi no pé...

Passamos por Cristiano Castro e chegamos a Bom Jesus e, nas duas cidades, há vários hotéis. Até Monte Alegre, do lado direito fomos avistando a Serra de Uruçu e diversos leitos de rio completamente secos, apesar da vegetação bem verde.  Chegamos a Correntes, última cidade boa do sul do PI, por volta das 16h30min e resolvemos seguir a Barreiras, onde ficamos em 2011. O asfalto não tem muitos buracos (mas quando tem....), mas é irregular e a pista é bem estreita, sem acostamento. Ao cruzar com outro caminhão, cada um puxava um pouquinho para o lado! 



Indicaram um posto BR bom em Barreiras, mas tinha que passar pela Polícia e ficamos "caolho". O Rô tentou trocar fuzível, lâmpada, mas não teve jeito e, para não levar outra multa, pegamos um hotelzinho, bem na entrada da cidade (Solar das Mangueiras).


17.01-12 – Gente, fomos longe!
Para sairmos em ordem, paramos no Posto BR, que tem um complexo de mecânica, elétrica e vários serviços para os "irmãos da estrada". Esperamos o eletricista por quase uma hora e, enquanto isso, soldamos o escapamento, que havia trincado com a vibração do off road (eu não tinha percebido porque estava chegando no fim do dia com zumbido no ouvido!). O eletricista mexeu, mexeu e tirou fios do lugar, não resolvendo a "caolhice". Os dois faróis são 0Km e a energia estava chegando. Sem explicações nem soluções, estrada novamente.
Asfalto bom, com lindas fazendas de soja, gado e algodão, principalmente na região de Luis Eduardo Magalhães-BA até Posses-GO, lembrando as paisagens do norte do Paraná. Posto Shell enorme bem na divisa da BA com GO e entramos no nordeste do Goiás.
A paisagem continuou surpreendendo, com serras e asfalto bom, sem tanto movimento, salvo nos trechos urbanos.  Paramos no vilarejo de Santa Maria, no posto, pois vamos pedindo informações para caminhoneiros bem antes e todos informaram que era bem tranquilo. Refrescou bastante e choveu quase a noite toda (é bom que refresca, mas como perdemos a clarabóia do banheiro no início da viagem, as toalhas ficaram molhadas!!!).



18.01-12 – No Goiás
Logo de manhã, surpresa ruim: furtaram a bike do Guinho. Ficamos tristes porque, em quase 30 dias de viagem, deixamos ambas do lado de fora (o suporte não funcionou), sempre conversando com frentistas e segurança (só paramos em postos 24hs) e não tivemos qualquer problema. Não imaginávamos que isso pudesse ocorrer em um vilarejo, tão perto de casa, mas paciência. O Rô procurou a PM, o cabo Caveira falou que daria um "prestenção no malaco" e esperamos por cerca de 1h, sem novidades. O Guinho chorou e, mais uma vez nos surpreendendo, aceitou bem a situação (claro, condicionada à reposição).
A paisagem da manhã foi linda, com trechos de Serra cobertos de neblina.  


Em Formosa, começa a pista dupla, que vai até Prata-MG. Passamos por Brasília (rodoanel), trecho demorado pelo movimento e um pouco de chuva.  Cortamos Goiânia e paramos em Aparecida de Goiânia, pois conhecíamos o posto Aparecidão, com muita estrutura para caminhoneiros. Chamou nossa atenção o número de acidentes no trecho de pista dupla, pois praticamente não vimos no restante da viagem.
Pouco menos de 100km, o Rô sentiu cheiro de diesel e percebeu que o filtro do combustível havia se soltado (outra consequência das chacoalheiras). Apertou os parafusos e, no Aparecidão, o mecânico fez a troca. Novo de novo!!


Família: não se assustem. Caminhão é assim mesmo e, graças a Deus, sempre encontramos alguém apto a resolver. Nosso Mercedinho mecânico é valente, pois um caminhão eletrônico teria nos deixado na mão.

Nessas paradas, temos oportunidade de conhecer um pouco dessa vida dos estradeiros, que cortam nosso Brasil, levando e trazendo riquezas e histórias, demonstrando companheirismo e empolgação nas paradas para um banho rápido ou para preparar o "rancho" (eles cozinham até feijão!). Por ser janeiro, vários viajam com mulheres e filhos.

Nós, "fiótes", no meio dos "irmãos":


O Mack (do Carros) querendo dormir:



O Capitão preparando a última bóia a bordo (o "trambolhão" - ventilador emprestado da Giseli e do Renato, sobre a pia, adesivado sem prévia autorização):



Nosso pequeno companheiro, mandando um miojinho. A mesa ficou a maior parte da viagem abaixada, para aumentar o espaço útil (aqui, o moden da Claro funciona bem).


Depois da janta, interação com as crianças, nas rodas de um "jacarezão":



Amanhã, se Deus quiser, chegaremos em casa!



4 comentários:

  1. Nossa gente eu estou com saudades de vocês, que dia vocês voltam ? Realmente as imagens são lindaas e, as expedições maravilhosas, eu adorei o blog, PARABÉNS.
    Beijoos :)
    de: Ana Julia

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  2. Nossa Gi o Guinho está muito grande, estou com muitas saudades de vocês
    :)
    bj, bj
    de : Ana Julia

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  3. O fotógrafo é o Guinho???? Se for...tá de parabéns...bj tia Pu

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  4. Cunhada,descobri uma nova profissão para Você, quando se aposentar, "jornalista", que tal participar da redação do Guia Brasil Quatro Rodas "2025". Um Beijo.Ká

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